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| Caravan do Esquadrão Guará alinhado para decolagem na cabeceira 31. |
Após questionamento encaminhado pelo TMA Londrina à concessionária Motiva, responsável pela administração do Aeroporto Governador José Richa, em Londrina (SBLO), sobre as condições da vegetação no sítio aeroportuário e possíveis impactos à segurança operacional, a empresa emitiu nota oficial detalhando os critérios técnicos adotados para o manejo e mitigação do risco de fauna.
O contato teve como base registros fotográficos recentes que apontam trechos do sítio aeroportuário com vegetação aparentemente superior a 50 centímetros para ilustrar o comprimento de alguns arbustos de capim "colonião" observados, condição que pode favorecer a presença de fauna, especialmente aves, representando potencial risco de colisão com aeronaves, conforme os princípios de Safety Management e as recomendações da ICAO.
Em resposta, a concessionária encaminhou a seguinte nota, reproduzida na íntegra:
"NOTA AO TMA LONDRINA
O Aeroporto de Londrina realiza o controle e a manutenção da vegetação do sítio aeroportuário em conformidade com o RBAC 153 e com o seu Programa de Gerenciamento do Risco da Fauna, adotando critérios técnicos baseados na segurança operacional e na mitigação do risco de colisão com fauna.
Não há, na regulamentação vigente, um parâmetro único e fixo de altura de vegetação aplicável a todas as áreas do sítio aeroportuário. O manejo é realizado de forma estratégica, considerando o tipo de área, o histórico operacional, o comportamento da fauna local e a efetividade das medidas de mitigação.
Nas áreas críticas à operação aérea, especialmente na faixa protegida adjacente à pista, a vegetação é mantida em alturas controladas, cerca de 40 cm, podendo ser reduzida em pontos específicos, inclusive abaixo de 15 cm, quando tecnicamente indicado para evitar a atratividade de fauna. Em outras áreas do sítio aeroportuário, a altura da vegetação pode variar conforme a estratégia de manejo adotada, sem prejuízo à segurança operacional.
As atividades de roçagem e controle da vegetação seguem cronograma próprio e são continuamente avaliadas pelas equipes técnicas, podendo sofrer ajustes conforme condições climáticas, crescimento da vegetação e necessidade operacional, sempre com foco na segurança das operações e na mitigação do risco de fauna."
A Motiva fundamenta suas ações no RBAC 153, que trata da certificação operacional de aeródromos, e no Programa de Gerenciamento do Risco da Fauna, instrumento obrigatório para operadores aeroportuários certificados, cujo objetivo é identificar, avaliar e mitigar perigos associados à presença de animais nas áreas operacionais.
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| "Airbus A319, PT-TMA, decolando da pista 13 e o mato alto visível da cabeceira 31". |
Segundo a concessionária, não existe um parâmetro único e fixo de altura de vegetação aplicável a todo o sítio aeroportuário, sendo o manejo realizado de forma estratégica, conforme características da área, histórico operacional e comportamento da fauna local. As atividades de roçagem seguem cronograma próprio e passam por avaliações contínuas das equipes técnicas, com possibilidade de ajustes em função das condições climáticas, crescimento da vegetação e necessidades operacionais, sempre com foco na mitigação do risco de fauna.
O TMA Londrina reforça que o objetivo do contato foi obter informações técnicas atualizadas, permitindo uma compreensão adequada do cenário operacional e uma divulgação responsável ao público interessado em infraestrutura aeroportuária e segurança operacional.






