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quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

Solenidade de inauguração do ILS no Aeroporto de Londrina

Conjunto de antenas do LOC do ILS Londrina.

    A solenidade oficial de inauguração do Sistema de Pouso por Instrumentos, ILS, no Aeroporto Governador José Richa, contou com a presença de autoridades municipais e estaduais, bem como representantes do Ministério de Portos e Aeroportos e da Força Aérea Brasileira. Realizado ao lado das antenas do Localizer, LOC, o evento teve início por volta das 10h00 e representou um marco histórico para a infraestrutura aeroportuária de Londrina e para o desenvolvimento regional.

Empresários de Londrina posam com o prefeito Tiago Amaral ao lado de antenas do ILS.

    A cerimônia celebrou a conclusão de uma demanda que se estendeu por décadas, consolidando a implementação de um equipamento de precisão essencial para operações seguras em baixa visibilidade. O Vice-Presidente da Thales para a América Latina, Luciano Macaferri Rodrigues, empresa responsável pela tecnologia instalada, o Comandante da Aeronáutica, Brigadeiro Damasceno, e o Prefeito de Londrina, Tiago Amaral, realizaram discursos destacando a relevância operacional e econômica do novo sistema.

Empresários, Brigadeiro Damasceno e o Prefeito Tiago Amaral discursam na solenidade.

    Em sua fala, o prefeito ressaltou o avanço referente ao projeto das novas taxiways, desenvolvido por meio de doação do empresário Alfons Gardemann e atualmente em fase de estudos. O chefe do Executivo municipal enfatizou que tal infraestrutura ampliará a capacidade de movimentação do aeroporto, reduzirá esperas no solo e mitigará a elevada carga de trabalho imposta aos Controladores de Tráfego Aéreo em horários de maior demanda.

Tiago Amaral recebe os cumprimentos do Diretor do DECEA, Brigadeiro Medeiros.


    O prefeito também fez menção ao ceticismo inicialmente presente em parte da imprensa, que projetava prazos mais extensos. Entretanto, a inauguração alusiva ocorreu de forma alinhada às celebrações dos 91 anos do município, convertendo o que era considerado improvável em realidade. Cumpre registrar o devido reconhecimento aos profissionais envolvidos, em especial às equipes técnicas, eletricistas, gestores e colaboradores das empresas AirNav, Motiva e demais participantes que contribuíram para a materialização do projeto.


    O TMA Londrina reconhece o esforço conjunto e reafirma seu compromisso com a promoção da informação técnica precisa, do acompanhamento contínuo das etapas de desenvolvimento e da manifestação pública quando necessário, sempre pautado na transparência e na veracidade dos fatos.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

ILS de Londrina é aprovado pela ANAC e aguarda apenas NOTAM para entrar em operação



    Encerra-se uma longa espera da população londrinense pelo sistema de pousos por instrumento, o ILS, com a decisão formal da Agência Nacional de Aviação Civil que aprova a infraestrutura aeroportuária e altera o cadastro do Aeroporto Governador José Richa para operação IFR Precisão Categoria I, incorporando ao aeródromo o Sistema de Luzes de Aproximação ALS-I sem flash na cabeceira 31. A medida consta no Despacho Decisório nº 347/2025/OBRAS/GTEA/GCOP/SIA, datado de 05 de dezembro de 2025, documento que decide pela aprovação da infraestrutura e pela consequente alteração cadastral relativa à implantação do ALS-I, marco regulatório que consolida o avanço mais aguardado pela aviação regional. 

    A decisão representa uma etapa institucional histórica para Londrina e região, pois formaliza que o aeroporto passa a estar autorizado, do ponto de vista de infraestrutura, a operar aproximações IFR de precisão Categoria I, alinhadas a padrões internacionais de segurança operacional e reduzindo a vulnerabilidade histórica do aeródromo em períodos de baixa visibilidade. A mudança ocorre após análise técnica consolidada pela Nota Técnica nº 452/2025, que concluiu de forma favorável quanto ao atendimento dos requisitos aplicáveis à infraestrutura exigida pela regulamentação vigente. 

    Com a aprovação da infraestrutura e a inclusão do ALS-I no cadastro do aeródromo, a operação IFR de precisão avança para um novo patamar. O que antes era motivo de cancelamentos recorrentes e alternâncias frequentes, sobretudo em episódios de nevoeiro na região norte do Paraná, torna-se agora uma perspectiva concreta de maior regularidade de voos, previsibilidade operacional e suporte ao desenvolvimento econômico regional impulsionado pela aviação regular e executiva.

    Para a comunidade aeroportuária, operadores, empresas aéreas e passageiros, este é um marco que dialoga com décadas de reivindicações. A aviação comercial ganha um aliado técnico relevante, a carga aérea passa a operar com maior confiabilidade e o setor de negócios local movimenta-se diante de um aeroporto mais aderente às demandas contemporâneas do transporte aéreo.

    A homologação da infraestrutura, somada aos processos complementares ainda em curso relativos à extensão final do ALS e à conclusão de etapas operacionais subsequentes, abre um novo capítulo para Londrina. A partir daqui, a pauta deixa de ser apenas expectativa e passa a desembarcar na realidade, com Londrina dando um passo definitivo para integrar-se ao grupo de aeroportos regionais preparados para operar aproximações de precisão.

    Encerradas as etapas de análise documental e concluído o voo de homologação executado pelo GEIV, as informações preliminares indicam que o procedimento transcorreu dentro da normalidade e aguarda-se apenas a emissão do NOTAM pelo DECEA e a atualização da carta de aproximação ILS para a pista 31 incluindo os mínimos com e sem o sistema ALS, que permitirá às aeronaves a realização do procedimento de aproximação por instrumentos utilizando o ILS. Há expectativa de que, se todas as etapas fluírem conforme previsto, a liberação operacional possa ocorrer já em 10 de dezembro.

Importa ressaltar, de maneira técnica e transparente, que a implantação do ILS não elimina integralmente a possibilidade de fechamento do aeroporto em condições meteorológicas extremamente adversas, porém representa uma melhoria substancial na previsibilidade, regularidade e segurança operacional das operações de pouso em Londrina. O avanço decorre de um esforço integrado que envolve a concessionária Motiva, pela agilidade no cumprimento das exigências, e a Força Aérea Brasileira, pela execução das inspeções de voo, resultando em benefício direto à conectividade aérea e ao desenvolvimento regional.

quarta-feira, 15 de outubro de 2025

Instalação do ILS no Aeroporto de Londrina: Qual o andamento do processo de homologação com a ANAC?

"SEI - Sistema Eletrônico de Informação. Imagem: Governo Federal/Brasil"
 
 
    O TMA Londrina realizou consulta direta ao protocolo SEI-ANAC, sistema eletrônico oficial por meio do qual empresas, cidadãos e pilotos interagem com a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). O processo, de acesso público e irrestrito, trata do andamento da homologação do sistema ILS, que integra o ALS. A ANAC apontou inconsistências de infraestrutura que podem impactar as datas previstas para teste e homologação.

Contexto geral e escopo analisado


"GIF animado com os flashes do sistema ALS. Imagem: Google"
 
 
    A documentação demonstra que o processo 00058.034604/2025-51 trata, neste momento, da implantação e homologação do Sistema de Luzes de Aproximação na cabeceira 31, componente visual que integra o conjunto de auxílios de aproximação por instrumentos, e não da homologação integral do aeródromo para operação IFR de Precisão Categoria I, que demandará etapas próprias e evidências adicionais. A própria Nota Técnica 371 esclarece que o escopo em análise é o ALS da 31 e distingue este objeto do cadastramento IFR CAT I, a ser verificado oportunamente.

Principais apontamentos técnicos da ANAC

"Comprimento ALS e VOR face oeste do Aeroporto de Londrina. Imagem: TMA Londrina / Google Earth"


    A análise técnica da Agência identificou duas não conformidades centrais que impedem, por ora, o deferimento automático do pleito. A primeira é o comprimento do ALS instalado, hoje com 600 metros a partir da cabeceira 31, inferior ao referencial de 900 metros previsto no RBAC 154 quando tecnicamente possível. 
 
 
"Requisito previsto no RBAC 153 o cumprimento de 900 metros de extensão do sistema ALS. Imagem: TMA Londrina / Google Earth"


 
    A segunda é a ausência de luzes com flashes complementando as barretas do eixo, requisito que pode ser afastado apenas mediante justificativa técnica aderente às características do sistema e às condições meteorológicas do aeródromo, o que ainda não foi apresentado.

"Flashes ALSF2. Imagem: FAA"


Evolução procedimental recente

    Em 22 de agosto de 2025, a ANAC oficiou o operador solicitando confirmação sobre a existência de flashes, a frequência de piscadas e a intensidade luminosa, além de cobrar demonstração de que o comprimento do ALS foi estendido ao máximo tecnicamente possível, inclusive com manifestação do Comando da Aeronáutica sobre a limitação imposta pelo equimaneto VOR existente. O mesmo ofício registra que a planta enviada indica 600 metros de extensão e relembra o parâmetro de 900 metros, quando viável.


"Recorte do Parecer Técnico 371. Imagem: TMA Londrina/SEI-ANAC". 
 
    Em 6 de outubro de 2025, novo ofício consolidou as não conformidades impeditivas ao deferimento, reiterou a necessidade de detalhamento “as built” da barra cruzada a 300 metros, do espaçamento das luzes nas barretas e orientou quanto à submissão prévia do MOPS para qualquer alteração de especificação operativa do aeroporto.

Parecer técnico e posição gerencial subsequente

    Em 1º de outubro de 2025, a Nota Técnica 371 concluiu por parecer desfavorável à emissão da DCPI para o ALS atualmente implantado, ante as não conformidades e lacunas de evidência.

    Em 9 de outubro de 2025, despacho da Gerência de Certificação e Segurança Operacional registrou “de acordo” à homologação do ALS com 600 metros, diante de limitação física do sítio, encaminhando à GTOP a possibilidade de formalização de um Compromisso de Ações Corretivas para extensão futura, caso se concretize a desativação e retirada do D-VOR. O mesmo despacho admite, condicionadamente, a aceitação de 750 metros como extensão final máxima, alinhada aos limites do sítio aeroportuário, e recomenda tratar o tema em instrumento normativo específico.

Extensão do ALS, condicionantes e caminho regulatório

Nenhuma descrição de foto disponível.
" VOR Londrina VOR LON 112.400Mhz atualmente inoperate. Imagem: Luiz Carlos Porto"

 

    O operador informou à ANAC que, havendo a desativação do VOR, poderia estender o ALS em 150 metros, totalizando 750 metros, ainda assim aquém dos 900 metros previstos quando possível, razão pela qual a Nota Técnica sugeriu consulta às instâncias superiores sobre o tratamento por CAC.

Obras, mitigação de riscos e janelas operacionais

  
"Teste das luzes do ALS no Aeroporto de Londirna. Imagem: Matheus Carvalho/LinkedIn"

A AISO da fase de ampliação relocalizou PAPI da 31, implantou infraestrutura elétrica e física para o ALS e estruturou controles do SGSO, com medidas de mitigação, briefings, fiscalização e janelas de interdição publicadas por NOTAM, entre 9 de abril e 30 de junho de 2025, no período noturno, para execução segura dos serviços.

Cronograma operacional do ILS e etapas finais

Força Aérea Brasileira 🇧🇷 (@fab_oficial) / X
"Força Aérea Brasileira – FAB. Imagem: FAB".

 

    Segundo resposta oficial da Aeronáutica ao TMA Londrina, o equipamento ILS destinado a Londrina foi adquirido, encontra-se em processo de entrega no Brasil e não houve remanejamento de outras praças. O cronograma apontado prevê infraestrutura para o ILS entre 20 de julho e 22 de setembro, montagem entre 12 de outubro e 8 de novembro, testes em sítio de 9 a 15 de novembro, voo de homologação de 16 a 22 de novembro e inauguração em 10 de dezembro de 2025. A implementação do Localizer e do Glide Slope é conduzida pela CISCEA e o voo do GEIV é a etapa subsequente, na sequência do cronograma. [informação fornecida pelo CECOMSAER ao TMA Londrina].

O que falta para a liberação operacional

    Para a homologação do ALS com 600 metros, conforme admitido no despacho gerencial, permanecem pendentes a solução para as luzes com flashes ou a apresentação de justificativa técnica robusta para dispensa, o envio do detalhamento “as built” que permita verificar a barra cruzada e o espaçamento das barretas, além das tratativas formais de CAC para eventual extensão futura.

Síntese para o leitor especializado

    Em termos práticos, o ALS da 31 está fisicamente implantado com 600 metros, carece de solução técnica para os flashes e de complementação documental, e poderá ter sua extensão elevada a 750 metros se confirmada a retirada do VOR, em regime de compromisso corretivo. A ANAC distinguiu o escopo do ALS do cadastramento IFR CAT I e, mesmo com parecer técnico inicialmente desfavorável à DCPI, há alinhamento gerencial para viabilizar a homologação condicionada e a continuidade do processo, desde que cumpridas as exigências técnicas e procedimentais.

Próximos marcos

Inspeções são muito importantes para a segurança das operações aéreas - Divulgação FAB
"Voo de teste pelo GEIV. Imagme: Divulgação FAB".

  

    Com a entrega e instalação do ILS pela CISCEA dentro do calendário informado e a realização do voo do GEIV, a etapa visual do ALS precisará estar regularizada nos termos da ANAC, inclusive com eventuais condicionantes em CAC. Para alterações de especificação operativa, o MOPS deverá ser submetido previamente à Agência, conforme orientação expressa.

Conclusão

    O processo de homologação do ILS de Londrina avança, sustentado por obras concluídas de suporte ao ALS e por um cronograma operacional definido pelas autoridades aeronáuticas. A ANAC, por sua vez, exige aderência estrita ao RBAC 154 para o ALS, prioriza evidências técnicas e sinaliza uma solução de compromisso para limitações físicas do sítio, sem afastar a possibilidade de extensão futura condicionada à retirada do D-VOR.

Siglas e Reduções

  • ALS – Approach Lighting System – Sistema de Luzes de Aproximação instalado no prolongamento da cabeceira da pista, fornecendo referência visual ao piloto durante a fase final da aproximação por instrumentos.
  • ILS – Instrument Landing System – Sistema de Pouso por Instrumentos composto por subsistemas de Localizer, Glide Slope e ALS, que orienta a aeronave na trajetória ideal de pouso, tanto lateral quanto verticalmente.
  • LOC – Localizer – Subsistema do ILS que fornece orientação lateral para o alinhamento da aeronave com o eixo da pista durante a aproximação.
  • GS – Glide Slope – Subsistema do ILS que fornece orientação vertical, guiando o piloto no ângulo correto de descida até o toque na pista.
  • RWY – Runway – Pista de pouso e decolagem de um aeródromo, identificada por números correspondentes à sua direção magnética aproximada.
  • THR – Threshold – Cabeceira da pista, ponto inicial utilizável para o pouso de uma aeronave.
  • PAPI – Precision Approach Path Indicator – Sistema de luzes laterais à pista que indica ao piloto se a aeronave está na trajetória ideal de planeio, acima ou abaixo dela.
  • VOR/DVOR – VHF Omnidirectional Range / Doppler VOR – Auxílio à navegação por rádio que fornece orientação azimutal; o DVOR é uma versão aprimorada com maior estabilidade e menor interferência.
  • NDB – Non-Directional Beacon – Rádio farol não direcional que fornece informações de proa através de um sinal de baixa frequência, utilizado em procedimentos de não precisão.
  • CAT I – Category I – Categoria de operação IFR de precisão que permite pousos com teto mínimo de 200 pés e visibilidade mínima de 550 metros.
  • RBAC – Regulamento Brasileiro da Aviação Civil – Conjunto de normas técnicas emitidas pela ANAC. O RBAC nº 154 estabelece os requisitos para projeto e operação de infraestrutura aeroportuária.
  • DCPI – Declaração de Conformidade Prévia de Instalação – Documento emitido pela ANAC atestando que determinada instalação aeroportuária cumpre os requisitos técnicos prévios à homologação.
  • GEIV – Grupo Especial de Inspeção em Voo – Unidade da Força Aérea Brasileira responsável por inspecionar, calibrar e homologar auxílios à navegação aérea por meio de voos de ensaio.
  • CISCEA – Comissão de Implantação do Sistema de Controle do Espaço Aéreo – Órgão do Comando da Aeronáutica encarregado de planejar, adquirir e instalar equipamentos de navegação e controle de tráfego aéreo.
  • COMAER – Comando da Aeronáutica – Autoridade militar subordinada ao Ministério da Defesa responsável pela estrutura e operação do Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro.
  • NAV Brasil – NAV Brasil Serviços de Navegação Aérea S.A. – Empresa pública federal responsável pela operação e manutenção dos auxílios à navegação aérea e pela infraestrutura do espaço aéreo civil.
  • DECEA – Departamento de Controle do Espaço Aéreo – Órgão do Comando da Aeronáutica que coordena e garante a segurança do espaço aéreo brasileiro.
  • CECOMSAER – Centro de Comunicação Social da Aeronáutica – Unidade do Comando da Aeronáutica responsável pela divulgação institucional e comunicação oficial com a imprensa e a sociedade civil.
  • ANAC – Agência Nacional de Aviação Civil – Autoridade de aviação civil responsável pela regulação, fiscalização e certificação da aviação no Brasil.
  • SIA – Superintendência de Infraestrutura Aeroportuária – Superintendência da ANAC que coordena as atividades de obras, engenharia e certificação de aeródromos.
  • GTEA – Gerência Técnica de Engenharia Aeroportuária – Unidade técnica da ANAC responsável pela análise de projetos e obras de engenharia em aeródromos.
  • GTOP – Gerência Técnica de Infraestrutura e Operações Aeroportuárias – Divisão técnica da ANAC responsável pela supervisão das operações aeroportuárias e das condições físicas de pistas, pátios e auxílios visuais.
  • GCOP – Gerência de Certificação e Operações de Aeródromos – Unidade da ANAC responsável pela certificação e alteração cadastral de aeródromos.
  • GCAC – Gerência de Certificação e Acompanhamento de Conformidade – Setor técnico da ANAC responsável por verificar o cumprimento dos requisitos técnicos e legais nos processos de certificação.
  • OBRAS – Gerência de Obras e Projetos – Setor técnico da ANAC vinculado à SIA, responsável pela avaliação de projetos e acompanhamento de obras de infraestrutura aeroportuária.
  • SPO – Superintendência de Padrões Operacionais – Superintendência da ANAC voltada ao estabelecimento e controle dos padrões de segurança e conformidade operacional dos aeródromos.
  • MOPS – Manual de Operações do Aeródromo – Documento elaborado pelo operador do aeródromo que descreve os procedimentos de operação, segurança, infraestrutura e manutenção, devendo ser aprovado pela ANAC.
  • SGSO – Sistema de Gerenciamento da Segurança Operacional – Estrutura organizacional e conjunto de processos adotados para identificar perigos, avaliar riscos e garantir níveis aceitáveis de segurança operacional.
  • AISO – Autorização de Início de Serviço ou Obra – Documento formal do operador aeroportuário que autoriza o início de obras ou intervenções em áreas operacionais.
  • NOTAM – Notice to Airmen / Notice to Air Missions – Aviso aeronáutico que informa sobre mudanças temporárias ou permanentes que afetam as operações aéreas e a segurança de voo.
  • SISCEAB – Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro – Estrutura integrada que reúne os órgãos e meios do COMAER responsáveis pela gestão e segurança do espaço aéreo.
  • CAC – Compromisso de Ações Corretivas – Instrumento administrativo firmado entre a ANAC e o operador aeroportuário para correção de não conformidades técnicas dentro de um prazo determinado.
  • ART – Anotação de Responsabilidade Técnica – Registro emitido pelo CREA que identifica o responsável técnico por determinada obra, serviço ou projeto de engenharia.
  • SEI – Sistema Eletrônico de Informações – Plataforma oficial utilizada pela ANAC e demais órgãos públicos para tramitação eletrônica de processos administrativos.
  • SBLO – Aeródromo Governador José Richa – Código ICAO que identifica o Aeroporto de Londrina, no Paraná.
  • LDB – Londrina – Abreviação comum utilizada em comunicações e documentação aeronáutica para se referir à localidade do aeródromo SBLO.
  • TMA – Terminal Control Area – Área de Controle Terminal, espaço aéreo controlado onde são coordenadas as operações de chegada e saída de aeronaves em um ou mais aeroportos próximos.
  • IFR – Instrument Flight Rules – Regras de voo por instrumentos, aplicadas quando a visibilidade ou as condições meteorológicas não permitem voo visual.
  • NPA – Non Precision Approach – Aproximação por instrumentos sem orientação vertical (sem Glide Slope), normalmente guiada por auxílios como VOR ou NDB.
  • SGA – Sistema de Gerenciamento Aeroportuário – Conjunto de processos administrativos e operacionais utilizados pelo operador para controle de atividades, manutenção e conformidade.

Documentos citados, de acesso público via SEI-ANAC:

  • Ofício nº 574, de 22 de agosto de 2025.
  • SEI_ANAC - 11960510 - Ofício.
  • Nota Técnica nº 371, de 1º de outubro de 2025.
  • SEI_ANAC - 12103361 - Nota Técnica 371.
  • Ofício nº 740, de 6 de outubro de 2025.
  • SEI_ANAC - 12109491 - Ofício.
  • Despacho GCOP, de 9 de outubro de 2025.
  • SEI_ANAC - 12180191 - Despacho.
  • AISO, obras fase I-B e implantação do ALS, com janelas NOTAM e medidas SGSO.
  • Processo SEI-ANAC:  00058.034604/2025-51.
    Acesso direto ao Parecer Técnico 371: Clique aqui.

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Contribuição do Leitor - Victor Rocha - Embraer C-97 Brasília da FAB em Londrina

O nosso amigo e contribuidor, Victor Rocha, enviou essas fotografias da visita do Embraer C-97 Brasília da Força Aérea Brasileira que visitou o nosso aeroporto na última terça feira (23). O Brasília seguiu fez uma escala em Londrina e seguiu para Umuarama, confira:

"Embraer C-97 (EMB-120 Brasília) da FAB, taxiando sobre a pista para a cabeceira 31"

"Embraer C-97 (EMB-120 Brasília) da FAB, taxiando sobre a pista para a cabeceira 31"
"Embraer C-97 (EMB-120 Brasília) da FAB, sobre a cabeceira da pista 31"


""Embraer C-97 (EMB-120 Brasília) da FAB, alinhando para decolagem na pista 31"

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Contribuição do Leitor: Victor Rocha - Embraer EMB-312 T-27 Tucano

Nosso amigo e contribuidor, Victor Rocha, registrou mais uma passagem dos militares da Força Aérea Brasileira pelo aeroporto de Londrina, debaixo de chuva leve. Dessa vez, a máquina registrada foi o Embraer T-27 Tucano do Esquadrão Cometa, sob registro FAB-1394, a aeronave veio de Pirassununga e para lá decolou após reabastecimento, confira as fotografias:





domingo, 26 de novembro de 2017

Contribuição do Leitor: Victor Rocha - Learjet U-35A (LJ35) da Força Aérea Brasileira

O Victor compartilhou conosco esses dois belos registros do Bombardier Learjet U-35A, registro FAB2715, da Força Aérea Brasileira no solo do aeroporto de Londrina, confira:



A aeronave é do 6° ETA - Esquadrão Guará, sediado em Brasília e esse modelo especificamente foi adquirido pra atender transporte de órgãos e de vidas em situações de calamidades públicas ou desastres naturais.



Lembrando que deixamos aberto o espaço no blog para a contribuição dos leitores! Quem quiser, envie sua foto para o e-mail tmaerolondrina@gmail.com ou pela fan page do TMA Londrina no Facebook ou até mesmo pelo sistema direct do instagram.

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Uma tarde cheia de surpresas

Com a intenção de registrar a passagem do Boeing 737-EH, matrícula PR-GUK, que ostenta a pintura celebrando a parceria entre a CBF e a GOL Linhas Aéreas, nós tivemos grandes e pequenas surpresas na tarde da última quinta-feira (21/09), confira as fotos:

"King Air B200T, matrícula PR-KEM, voando como "Saúde" em serviço aeromédico"

"King Air B200T, matrícula PR-KEM, voando como "Saúde" em serviço aeromédico"
A primeira aeronave registrada naquela tarde foi o King Air B200T, PR-KEM, da Helisul que cumpria serviço aeromédico voando com o call sign "Saúde". 

"Cessna 152T, matrícula PR-ISK, na curta final da pista 13"

"Cessna 172SP, matrícula PR-BUL, na curta final da pista 13"
As duas seguintes aeronaves registradas foram as máquinas do Aeroclube de Londrina, o Cessna 152, PR-ISK, e o Cessna 172 SP, matrícula PR-BUL. 

"Baron G58, matrícula PR-AFG, no ponto de espera da pista 13"
O Baron G58, matrícula PR-AFG, bastante comum de ser visto qui em Londrina, foi fotografado no ponto de espera da pista 13. 

"King Air B200T, matrícula PR-KEM, taxiando para o ponto de espera da pista 13"

"King Air B200T, matrícula PR-KEM, no ponto de espera da pista 13"
O King B200 da Helisul foi mais uma vez fotografado, dessa vez partindo de Londrina. 

"Boeing 737-76N, matrícula PR-GEI, na curta final da pista 13"

"Boeing 737-76N, matrícula PR-GEI, na curta final da pista 13"
O Boeing 737-76N, matrícula PR-GEI, foi flagrado na curta final da pista 13, a aeronave possui 10 anos de serviço tendo passado por duas outras companhias antes de ser incorporado na frota da GOL Linhas Aéreas em 2015. 

"Boeing 737-8EH, matrícula PR-GUK, na final da pista 13"

"Boeing 737-8EH, matrícula PR-GUK, #VoaCanarinho, passando pela praça da cabeceira"
O Boeing 737-8EH, matrícula PR-GUK, motivo da tarde de plane spotting, apareceu ostentando a pintura especial #VoaCanarinho, cumprindo voo G3/GLO 1108 procedente do Aeroporto de Guarulhos/SP. 

"Cessna C208B Grand Caravan, matrícula PP-MMS, na curta final da pista 13"
O Cessna C208B Grand Caravan, matrícula PP-MMS, do Governo do Paraná, foi registrado na curta final da pista 13.

"Boeing 737-76N, matrícula PR-GEI, no ponto de espera da pista 13"
O Boeing 737-76N, matrícula PR-GEI, foi registrado mais uma vez no ponto de espera da pista 13, regressando para o aeroporto de Congonhas na capital paulista, logo atrás dele vinha o Cessna Grand Caravan do Gov. do Estado do Paraná.

"Cessna C208B Grand Caravan, matrícula PP-MMS, taxiando para pátio da geral"

"Cessna C208B Grand Caravan, matrícula PP-MMS, taxiando para o pátio da geral"

"Embraer ERJ 190-100 IGW - E190, matrícula PR-AZI, na curta final da pista 13"

"Embraer ERJ 190-100 IGW - E190, matrícula PR-AZI na curta final da pista 13"
Fiz dois registros praticamente idênticos com uma pequena mudança no ângulo em que registrei a aeronave, o que deu uma diferença significativa entre as fotografias e por isso, resolvi publicar ambas. O Embraer 190 possui 2,41 metros a menos de comprimento de sua fuselagem em relação ao modelo ERJ 190-200 IGW (E195), diferença imperceptível para olhos menos treinados. O Papa Romeo - Alpha Zulu India possui 7 anos de serviço. 

"Boeing 737-8EH, matrícula PR-GUK, taxiando para o ponto de espera da pista 13"

"Boeing 737-8EH, matrícula PR-GUK, #VoaCanarinho, no ponto de espera na pista 13"
E para não perder o costume, registrei o Golf Uniforme Kilo no ponto de espera da pista 13, partindo para Garulhos/SP. 

"Embraer EMB-500 Phenom 100, matrícula PR-DCJ, ingressando na pista 13"
O Phenom 100, matrícula Papa Romeo - Delta Charlie Juliet, também bastante comum de ser visto em Londrina, foi registrado taxiando para a pista 13. 

"Embraer EMB-810D, Sêneca III, matrícula PT-VDG, na curta final da pista 13"
O Sêneca III de fabricação nacional pela Embraer, modelo nacional EMB-810D, matrícula PT-VDG, foi registrado na curta final da pista 13. 

"Embraer ERJ 190-200 IGW - E195, matrícula PR-AXP, 'Coração Azul'', na curta final da pista 13"
O Embraer 195, matrícula PR-AXP, batizado de "Coração Azul", foi registrado na curta final da pista 13. 
"Cessna 150, matrícula PT-BKR, na curta final da pista 13"
O Cessna 150, PT-BKR, do Aeroclube também foi registrado naquela tarde em mais uma missão de treinamento. 
"Embraer EMB-810D Sêneca III, matrícula PT-VDG, no ponto de espera da pista 13"
O Embraer EMB-810D Sêneca III, matrícula PT-VDG, foi registrado mais uma vez no ponto de espera da pista 13.

"Embraer EMB-500 Phenom 100, matrícula PP-KPL, taxiando para a pista 13"

"Embraer Phenom 100, PP-KPL, no ponto de espera da pista 13"
O Embraer Phenom 100, PP-KPL, foi registrado no ponto de espera da pista 13. 

"Cessna 150, matrícula PT-BKR, taxiando para o pátio do Aeroclube"
O Cessna 150, matrícula PT-BKR, foi registrado taxiando para o pátio do Aeroclube.

"Bombardier Learjet 40, matrícula PR-WSB, na curta final da pista 13"

"Bombardier Learjet 40 passando pela cabeceira deslocada da pista 13"
O Bombardier Learjet 40, matrícula PR-WSB, negro, foi registrado na curta final da pista 13. 

"Bell 206B-3 Jet Ranger da Marinha do Brasil, N-5039 na curta final da 13"

"Bell 206B-3 Jet Ranger da Marinha do Brasil, N-5045 na curta final da 13"

"Bell 206B-3 Jet Ranger da Marinha do Brasil, N-5048 na curta final da 13"

"Bell 206B-3 Jet Ranger da Marinha do Brasil, N-5054 na curta final da 13"
"Bell 206B-3 Jet Ranger da Marinha do Brasil, N-5056 na curta final da 13"
Os cinco Bell 206B-3 Jet Ranger da Marinha do Brasil apareceram de surpresa e após todos pousarem, ficaram estacionados no box 01 para pernoite no aeroporto.

"Aero Boero AB-115, matrícula PP-GMR, do Aeroclube de Londrina na curta final"
Mais uma aeronave do Aeroclube de Londrina foi registrada na curta final da pista 13, o AB11, estava regressando de mais uma missão de instrução. 

"Embraer ERJ 190-100 IGW - E190, matrícula PR-AZI, taxiando para o ponto de espera da pista 13"

"Embraer ERJ 190-100 IGW - E190, matrícula PR-AZI, no ponto de espera da pista 13"
Registrei mais uma vez o AZI, E190 da Azul, taxiando para o ponto de espera da RWY13. 

"Cessna C208B, matrícula PP-AGP, no ponto de espera da pista 13"
O Grand Caravan, PP-AGP, comum também de ser visto em Londrina, foi registrado no ponto de espera aguardando a decolagem do Embraer 190 da Azul. 

"Embraer EMB-111 C-95CM Bandeirante da Força Aérea Brasileira, registro FAB2335, na curta final"

"Embraer EMB-111 C-95CM Bandeirante da Força Aérea Brasileira, registro FAB2335, indicativo Carajá 35"

"Bandeirante C-95CM da FAB, taxiando para a posição 06 de estacionamento"

""Bandeirante C-95CM da FAB, taxiando para a posição 06 de estacionamento"

""Bandeirante C-95CM da FAB, taxiando para a posição 06 de estacionamento"

"Saúde 06 partindo para mais uma missão"

"'Bandeco" sendo descarregado após pouso"

"Reabastecimento do C-95CM da FAB no aeroporto de Londrina"
A maior surpresa da tarde foi a vinda de uma máquina polêmica e icônica da aviação brasileira, o Bandeco, Embraer E-110 Bandeirante C-95CM da Força Aérea Brasileira, sob regitro FAB-2335 e indicativo de chamada "Carajá 35". 

"Balão Rubic III, matrícula PP-XBC, sendo lançado da Vila Portuguesa"

""Balão Rubic III, matrícula PP-XBC, ganhando altura após ser lançado"

"Queimadores em funcionamento esquentando o ar dentro do balão"
Uma aeronave bem diferente, um aerostato! Tive a oportunidade graças ao amigo Rafael de poder acompanhar o lançamento do balão Rubic III na Vila Portuguesa em Londrina, o balão é registrado como PP-XBC e sobrevoou londrina no finalzinho da tarde.

"Baron 58, matrícula PR-ADG, e uma referência interessante na cauda"
No inicio do pôr-do-sol pude registrar esse interessante Baron 58 com uma rosa dos ventos na cauda, lembrando uma referência interessante, ícone da aviação nacional e internacional, a antiga empresa Varig, porém, até onde sabemos essa rosa-dos-ventos não tem relação alguma com antiga aérea.

"Piper PA34-220T Seneca V, matrícula PT-OYL, no ponto de espera da pista 13"

"King Air C90, matrícula PT-OPE, taxiando para os hangares"

"Embraer EMB-820C Carajá, matrícula PT-EUX, da No Limits executando 180 no pátio"

"Embraer EMB-820C Carajá, matrícula PT-EUX, aproximando-se do ponto de espera da RWY13"
Para finalizar a publicação deixarei esses três registros, o primeiro um Piper PA34-220T Seneca V verde, matrícula PT-OYL. O segundo um King Air C90, matrícula PT-OPE, taxiando para os hangares, Por último, o Carajá, Embraer EMB-820C, da No Limits executando um 180 no pátio e em outro registro aproximando-se do ponto de espera da RWY13. 

Agradecendo aos amigos, Rafael, Victor e Anderson pela excelente companhia no plane spotting, como sempre!