sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Nova taxiway do Aeroporto de Londrina avança para fase final de projeto com doação da iniciativa privada



    O Aeroporto Governador José Richa, em Londrina, pode avançar uma etapa para recompor uma infraestrutura que foi retirada de operação em decorrência de exigências regulatórias. As antigas taxiways paralelas foram desativadas após a certificação do aeródromo conforme o RBAC 154 da ANAC, norma que estabelece requisitos de projeto e operação para aeródromos públicos. Entre eles está a distância mínima entre o eixo da pista de pousos e decolagens e o eixo da taxiway paralela, que para pista de precisão código 4C categoria I deve ser de aproximadamente 158 metros, condição não atendida pela configuração anterior.

    Nesse contexto, encontra-se em fase final o projeto executivo de uma nova taxiway paralela, totalmente compatível com os parâmetros geométricos e operacionais previstos na regulamentação vigente. O material técnico está sendo elaborado pela MSE Engenharia e será formalmente doado ao município pelo empresário Alfons Gardemann, da indústria Pado, caracterizando contribuição privada destinada ao aprimoramento da infraestrutura aeroportuária local.

    A nova via de taxiamento permitirá que aeronaves se desloquem paralelamente à pista sem necessidade de backtrack com curva (giro) de 180 graus, procedimento hoje necessário para retorno após pouso ou posicionamento para decolagem. A operação atual aumenta o tempo de ocupação da pista e gera maior consumo de combustível, além de reduzir a eficiência do fluxo operacional.

    As pranchas técnicas desenvolvidas apresentam a geometria da taxiway com raios de curva compatíveis com diferentes categorias de aeronaves, áreas pavimentadas, faixas de segurança e zonas de proteção operacional. O traçado considera critérios de certificação aeroportuária e requisitos de segurança operacional aplicáveis a aeródromos com procedimentos por instrumentos.

    A inexistência de taxiway paralela aumenta o tempo de espera entre pousos e decolagens e reduz a capacidade operacional do aeroporto, situação distinta de outros terminais de porte semelhante que dispõem dessa estrutura básica. A permanência prolongada de aeronaves sobre a pista repercute na programação das companhias aéreas e pode refletir em aumento indireto de custos operacionais.

    Com a conclusão do projeto executivo, o município passa a dispor de base técnica para buscar recursos destinados à execução da obra, seja em esfera estadual ou federal. Estimativas preliminares divulgadas anteriormente pela administração municipal apontam investimento entre R$ 20 milhões e R$ 40 milhões. A etapa seguinte dependerá de análise pelos órgãos reguladores da aviação e definição do ente responsável pela implantação.

    A construção da nova taxiway atende demanda antiga das empresas aéreas que operam em Londrina e tende a ampliar a capacidade de movimentação, reduzir o tempo de ocupação da pista e elevar a segurança das operações em solo. A entrega do projeto marca a transição de estudos conceituais para planejamento executivo efetivo, etapa necessária para viabilizar a futura obra de infraestrutura aeroportuária.

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