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quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

Solenidade de inauguração do ILS no Aeroporto de Londrina

Conjunto de antenas do LOC do ILS Londrina.

    A solenidade oficial de inauguração do Sistema de Pouso por Instrumentos, ILS, no Aeroporto Governador José Richa, contou com a presença de autoridades municipais e estaduais, bem como representantes do Ministério de Portos e Aeroportos e da Força Aérea Brasileira. Realizado ao lado das antenas do Localizer, LOC, o evento teve início por volta das 10h00 e representou um marco histórico para a infraestrutura aeroportuária de Londrina e para o desenvolvimento regional.

Empresários de Londrina posam com o prefeito Tiago Amaral ao lado de antenas do ILS.

    A cerimônia celebrou a conclusão de uma demanda que se estendeu por décadas, consolidando a implementação de um equipamento de precisão essencial para operações seguras em baixa visibilidade. O Vice-Presidente da Thales para a América Latina, Luciano Macaferri Rodrigues, empresa responsável pela tecnologia instalada, o Comandante da Aeronáutica, Brigadeiro Damasceno, e o Prefeito de Londrina, Tiago Amaral, realizaram discursos destacando a relevância operacional e econômica do novo sistema.

Empresários, Brigadeiro Damasceno e o Prefeito Tiago Amaral discursam na solenidade.

    Em sua fala, o prefeito ressaltou o avanço referente ao projeto das novas taxiways, desenvolvido por meio de doação do empresário Alfons Gardemann e atualmente em fase de estudos. O chefe do Executivo municipal enfatizou que tal infraestrutura ampliará a capacidade de movimentação do aeroporto, reduzirá esperas no solo e mitigará a elevada carga de trabalho imposta aos Controladores de Tráfego Aéreo em horários de maior demanda.

Tiago Amaral recebe os cumprimentos do Diretor do DECEA, Brigadeiro Medeiros.


    O prefeito também fez menção ao ceticismo inicialmente presente em parte da imprensa, que projetava prazos mais extensos. Entretanto, a inauguração alusiva ocorreu de forma alinhada às celebrações dos 91 anos do município, convertendo o que era considerado improvável em realidade. Cumpre registrar o devido reconhecimento aos profissionais envolvidos, em especial às equipes técnicas, eletricistas, gestores e colaboradores das empresas AirNav, Motiva e demais participantes que contribuíram para a materialização do projeto.


    O TMA Londrina reconhece o esforço conjunto e reafirma seu compromisso com a promoção da informação técnica precisa, do acompanhamento contínuo das etapas de desenvolvimento e da manifestação pública quando necessário, sempre pautado na transparência e na veracidade dos fatos.

terça-feira, 9 de dezembro de 2025

Londrina e o ILS: por que ainda existe confusão sobre qual cabeceira realmente irá utilizar o sistema?



    Observa-se ainda um volume considerável de dúvidas técnicas sobre o funcionamento do Sistema de Pouso por Instrumentos, ILS, em Londrina. O aeroporto possui duas cabeceiras de pista, designadas 13 e 31, referências diretamente associadas ao rumo magnético indicado pela bússola de bordo quando a aeronave encontra-se alinhada para pouso ou decolagem. Essa nomenclatura é padronizada internacionalmente na aviação civil, facilitando o entendimento situacional de pilotos, controladores de tráfego aéreo e despacho operacional.

    A cabeceira 13, direção oeste para leste, recebe aeronaves que ingressam pela região de Cambé, cruzam o centro da cidade e tocam a pista seguindo o sentido centro para Limoeiro. Na decolagem, as aeronaves seguem um perfil omnidirecional compatível com sua rota, por exemplo, subindo em direção a cidade de Ibiporã nas operações para São Paulo. Por outro lado, a cabeceira 31 estabelece aproximação na direção oposta, sentido Limoeiro para Centro, com ingressos pela área da cidade de Assaí e saída de decolagem sobrevoando a região central de Londrina.

    O ponto central da discussão é que todo o ILS de Londrina foi projetado exclusivamente para a cabeceira 31. O sistema de auxílio de navegação por rádio e o ALS, o conjunto de luzes de aproximação, foram instalados apenas nesse sentido. Assim, o procedimento de aproximação de precisão somente poderá ser utilizado quando as condições meteorológicas e operacionais permitirem pousos pela cabeceira 31. Já a cabeceira 13, predominante em grande parte do ano devido ao regime de ventos da região, continuará operando com procedimentos convencionais baseados em navegação por satélite e performance, RNAV, RNP e PBN, sem suporte do ILS. A instalação foi direcionada para a cabeceira 31 em razão da viabilidade técnico financeira do projeto, uma vez que implementar o sistema na cabeceira oposta implicaria custos significativamente superiores, intervenções complexas e desafios logísticos relevantes, incluindo a implantação do ALS em área urbana consolidada, o que elevaria riscos, exigências de desapropriação, restrições municipais e impactos estruturais que ultrapassariam a justificativa operacional do investimento.

    Ressalta-se que, embora representem ganho operacional significativo, sistemas de precisão como o ILS envolvem alto custo de aquisição, operação e manutenção, exigindo análise rigorosa de viabilidade técnica, econômica e operacional. Londrina enfrenta, historicamente, condições de visibilidade e meteorologia adversa que, em episódios mais críticos, ultrapassam inclusive a capacidade operacional dos padrões CAT I e até mesmo CAT II, limitando os benefícios do sistema em determinados cenários.

    O ILS trará avanço importante para a segurança e regularidade das operações no aeroporto, mas não elimina totalmente as restrições decorrentes de nevoeiro, teto crítico e fenômenos meteorológicos intensos observados no norte do Paraná. É um passo relevante, porém inserido dentro de realidades climáticas e operacionais que ainda exigirão gerenciamento, planejamento e tomada de decisão criteriosa por parte de operadores, companhias aéreas e controle de tráfego aéreo.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

Atualização dos Mínimos do ILS Z da Pista 31 em Londrina: Impactos Operacionais e Comparativo com o RNP AR



    Publicado um novo NOTAM referente aos mínimos do procedimento ILS Z da pista 31. Segundo o NOTAM E6910/25 N, emitido em 30 de novembro de 2025 às 20h40 UTC, constam as seguintes informações:

Q) SBCW/QPICH/I/NBO/A/000/999/2320S05108W040

IAP ILS Z RWY 31 MODIFICADO: 1- DA / (OCH) PARA 2058FT (250FT); 2- ALS/NOALS/RVR ALS (M) PARA NIL / 1300 / NIL
ORIGEM: SDIA 7C43421F
Vigência, 30 NOV 2025 20:40 até 25 FEV 2026 23:59 UTC



    A interpretação operacional indica que, na publicação original da carta ILS Z para a pista 31, foram estabelecidos mínimos de 1.200 metros de visibilidade horizontal e uma altitude de decisão de 2.026 pés, representando um teto mínimo de 220 pés para que a aeronave, ao atingir o ponto mínimo, pudesse prosseguir com o pouso visual. Com a entrada em vigor do NOTAM, esses mínimos foram elevados para 1.300 metros de visibilidade horizontal e um teto mínimo de 250 pés, resultando em um acréscimo de 100 metros de visibilidade e 30 pés na altura mínima.

Procedimento ILS Z RWY31.


    Na prática, essa elevação aproxima o procedimento ILS Z dos parâmetros atualmente aplicados no pouso com auxílio de satélites GNSS. O RNAV RNP AR da pista 31 estabelece mínimos de 1.600 metros de visibilidade horizontal e 350 pés de teto, correspondendo a uma diferença de 300 metros de visibilidade mínima e 100 pés de teto entre o procedimento disponível e o futuro procedimento ILS plenamente operacional.


Procedimento RNP (AR) para a pista 31


    Ainda não há informações sobre eventuais alterações adicionais, porém o cenário atual não é favorável. Os mínimos de visibilidade horizontal publicados não refletem a futura homologação do sistema de luzes de aproximação, o ALS, cuja entrada em operação é determinante para a redução dos mínimos e para a plena capacidade de aproximação de precisão CAT I.

segunda-feira, 25 de agosto de 2025

Instalação do ILS no Aeroporto de Londrina: em que fase estão as obras?

"A antiga 'Pracinha da Cabeceira 13' recebeu a base de concreto e fiações elétricas para as antenas do Localizer (componente do ILS). Foto: © TMA Londrina."

    O Aeroporto Governador José Richa, em Londrina (SBLO), avança em um dos projetos mais aguardados da aviação regional: a instalação do sistema de pouso por instrumentos (ILS – Instrument Landing System).

    O TMA Londrina entrou em contato por e-mail com o Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (CECOMSAER) para esclarecer o andamento da implantação. Em resposta oficial, a Aeronáutica confirmou que o equipamento já foi adquirido, encontra-se em processo de entrega no Brasil e não há necessidade de remanejamento de unidades de outros aeroportos.

Leia a mensagem na íntegra (SIC):

MINISTÉRIO DA DEFESA
COMANDO DA AERONÁUTICA
Centro de Comunicação Social da Aeronáutica

Sobre a solicitação em comento, cumpre-nos informar que o equipamento ILS que será instalado no aeroporto de Londrina foi adquirido e está em processo de entrega no Brasil, não havendo, assim, necessidade de remanejamento de equipamento de outro aeroporto ou unidade operacional para o aeroporto de Londrina.

Nesse contexto, encaminhamos os anexos contrato e termo aditivo, cujo objeto foi a aquisição e instalação do ILS de Londrina.

Por fim, o cronograma de implantação do ILS segue as seguintes etapas:

1 – Infraestrutura para o ILS – 20/07 a 22/09 – já iniciado
2 – Montagem do ILS – 12/10 a 08/11
3 – Teste em Sítio – Logístico e Técnico – 09/11 a 15/11
4 – Voo de homologação – 16/11 a 22/11
5 – Inauguração – 10/12”

"Instalação da base e tubulações elétricas dos componentes do ILS. Foto: © TMA Londrina."

 

    O contrato de aquisição foi firmado com a Thales, no âmbito do processo nº 67600.018957/2017-71, envolvendo a Comissão de Implantação do Sistema de Controle do Espaço Aéreo (CISCEA). Documentos anexos confirmam que o contrato original datado de 2017 sofreu aditivos para recomposição de valores e prorrogação de prazos, alcançando um montante de € 26,8 milhões, dentro dos limites legais da Lei nº 8.666/93.

    Embora que o contrato esteja datado no ano de 2017, a CECOMSAER reafirma que os equipamentos que serão destinados ao Aeroporto de Londrina não serão remanejados de outros aeroportos.

Cronograma oficial

Segundo o cronograma fornecido pela Aeronáutica, as etapas previstas são:

  1. Infraestrutura para o ILS: 20 de julho a 22 de setembro (em andamento);
  2. Montagem do ILS: 12 de outubro a 8 de novembro;
  3. Testes em sítio (logísticos e técnicos): 9 a 15 de novembro;
  4. Voo de homologação: 16 a 22 de novembro;
  5. Inauguração oficial: 10 de dezembro de 2025.

    A data coincide com as comemorações dos 91 anos de Londrina, ocasião em que está prevista solenidade com voo inaugural assistido pelo ILS, conforme antecipado pelo ministro da Defesa, José Múcio.

Estrutura já visível

"Torres de luzes do ALS (componente do ILS). FOTO: © Fábio Faria / TMA Londrina."

    No prolongamento da cabeceira 31, sentido bairro Limoeiro, já é possível observar a implantação do Approach Lighting System (ALS), componente integrante do ILS. As torres e luzes instaladas fornecem referência visual ao piloto para alinhamento com o localizer e o glide slope, permitindo aproximações de precisão em baixa visibilidade.

    A escolha da cabeceira 31, apesar de a 13 ser mais utilizada, foi baseada em estudos técnicos que identificaram menor interferência topográfica no setor leste-oeste. Em condições de nevoeiro e teto baixo, comuns no inverno, a calmaria dos ventos possibilita operações pela cabeceira 31 com maior segurança.

Impactos e questionamentos

    Embora o ILS represente um marco para a aviação regional, a infraestrutura do Aeroporto de Londrina continua gerando debates. Não há, até o momento, projetos claros para a ampliação integral da pista principal, que recebeu apenas 150 metros de extensão, já que o sistema ALS já foi montado no prolongamento da reta de decolagem da pista 13. A falta de taxiways paralelas também limita a capacidade operacional, obrigando aeronaves de médio porte, como Airbus A320 e Boeing 737, a realizarem manobras de 180° nas extremidades da pista, o que reduz a cadência de pousos e decolagens.

    Além disso, o movimento de passageiros caiu 11,9% no primeiro semestre de 2025 em comparação com 2024, segundo dados da concessionária MOTIVA, enquanto o Aeroporto de Maringá registrou crescimento de 12% no mesmo período.

União política e investimentos

    A conquista do ILS foi resultado de articulação entre lideranças políticas e a sociedade civil organizada. Em encontro realizado em Brasília, o ministro José Múcio confirmou a inclusão do equipamento no orçamento do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) e solicitou que a concessionária CCR Aeroportos antecipasse as obras necessárias.

    O prefeito Tiago Amaral (PP) destacou que a entrega do ILS representa “um avanço histórico para Londrina e toda a região Norte do Paraná”, enquanto os deputados federais Luísa Canziani e Filipe Barros reforçaram que a instalação é fruto da “união de esforços” em torno de uma demanda antiga.

Dez de Dezembro

    Se cumprido o cronograma, Londrina passará a contar, ainda em 2025, com um sistema de aproximação de precisão que ampliará a segurança operacional em condições meteorológicas adversas. A entrega do ILS marca um passo relevante para a aviação do interior paranaense, mas também reacende discussões sobre a necessidade de modernização mais ampla da infraestrutura aeroportuária.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Curso Básico de Busca e Salvamento - SAR 005 em Londrina

Foto oficial da Turma Dell'Aglio - SAR005 - Londrina/PR
Quando é descrito um profissional que necessita abdicar-se de uma vida social mais ativa, de momentos importantes em família e basicamente viver dedicado àquilo que escolheu como meio profissional, logo imagina-se que essa é a descrição de um piloto, ou de um comissário de bordo, ou em geral a descrição de um profissional da aviação, mas e quando esses profissionais além de se abdicarem desses momentos, trabalham com um espírito único e altruísta, para que outros possam viver? São esses os verdadeiros anjos da Busca e Salvamento, homens e mulheres movidos pelo desejo de ajudar, arriscando-se ao adentrar nos mais desafiadores ambientes para Buscar e Salvar a vida de outros homens.

"Instrutores: 3º SG Elias Araujo, 1º SG Jéferson, 2º SG Zanotto e CP Marconi". FOTO: Luiz Porto
Foram esses homens que vieram a Londrina, entre os dias 15 e 19 de maio, ministrar, através do DECEA (Departamento de Controle do Espaço Aéreo) e do CINDACTA II (Segundo Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo), o curso básico de Busca e Salvamento - SAR 005 que contou com uma turma composta de 201 alunos, entre estudantes do curso de Ciências Aeronáuticas da UNOPAR, Pilotagem Profissional de Aeronaves da UniCesumar de Maringá, equipes da Polícia Militar, Bombeiros, SAMU, militares do Exército Brasileiro e, também, outros alunos e profissionais da comunidade aeronáutica. O curso foi realizado no Auditório Alcides Bueno na Universidade Norte do Paraná – UNOPAR campus Piza e entrou para a história como a maior turma já registrada. 

"Turma composta de 201 alunos no Auditório Alcides Buenas/UNOPAR Piza" FOTO: Luiz Porto
Durante os 5 dias de curso, a disciplina de Busca e Salvamento explanou sobre a organização e funcionamento dos meios mais importantes que integram o serviço SAR (Search and Rescue), dividida por subunidades partindo da Origem da Busca e Salvamento, Documentações, SSISAR (Sistema de Busca e Salvamento), Organização do ARCC (Centro de Coordenação de Salvamento Aeronáutico), sistema COSPAS-SARSAT e Incidente/Operação/Coordenação SAR ministradas pelos instrutores militares Capitão Marconi, 1º Sargento Jeférson, 2º Sargento Zanotto e 3º Sargento Elias Araújo.

Busca e Salvamento

De acordo com o que foi ensinado no curso, define-se Busca e Salvamento como um conjunto de ações relacionadas à localização de aeronaves, embarcações e seus ocupantes, resgate de tripulações e retorno à segurança dos sobreviventes, medidas para atenuar os efeitos das calamidades públicas e prestação de assistência, sempre que houver perigo de vida humana. 

A atividade teve início no Brasil após a criação do Ministério da Aeronáutica, em 1941, embora ainda não estivesse oficialmente organizado, as missões de busca e salvamento eram feitas por militares que voluntariamente se apresentavam para procurar e resgatar os tripulantes e passageiros das aeronaves acidentadas. 

Em consequência de um acidente com uma aeronave “Catalina” da Força Aérea, em 19 de novembro de 1947, na região pantanosa do Aquiqui no município de Porto de Moz – PA, foi organizada, no dia 16 de dezembro de 1950, em cada uma das Zonas Aéreas, um Serviço de Busca e Salvamento com a finalidade de localizar aeronaves desaparecidas e socorrer passageiros e tripulantes. 

Lições importantes

Várias lições importantes são ensinadas durante o curso, essas, baseadas na experiência adquirida durante a organização e execução das atividades de Busca e Salvamento na 2ª Guerra Mundial, elencado e divulgado pela 8ª Força Aérea Americana em um relatório com 13 lições aprendidas, tendo como base Lição número 1: “A Rapidez é Essencial”. 

"Exemplos de Balizas de Emergência (ELT, PLB, EPIRB, SSAS, etc)"
Outra importante lição deixada para a comunidade aeronáutica foi a importância de manter o registro das Balizas de Emergência, aparelhos que em caso de emergência emitem sinais em frequências específicas que auxiliam na rapidez das ações SAR. Ainda de acordo com o conteúdo ensinado no curso, cerca de 98% dos acionamentos de balizas são falsos/acidentais e a maioria não possui registro no sistema, dificultando o trabalho e retardando um possível acionamento das equipes de Busca e Salvamento.

A orientação passada é de que a responsabilidade é do proprietário/explorador verificar a correta codificação da baliza, assim como a comunicação de qualquer alteração de informação do registro, manutenção, substituição, transferência e exportação, por meio de um Formulário de Registro que, pode ser cadastrado no site INFOSAR clicando aqui ou acessando o site (link: http://infosar.decea.gov.br/)

Homenagem ao Comandante Dell'Aglio


Como tradição do curso, foi dada a possibilidade da escolha de um nome para a turma e a decisão foi unanime em homenagear o comandante Luiz Carlos Basson Dell'Aglio, que faleceu aos 64 anos em um acidente aéreo na edição de 2016 da Expo Aero Brasil, durante uma apresentação acrobática, a bordo da aeronave Extra 230 de matricula PT-ZUN.

“Nada mais justo do que homenagear o Dell dando o nome para uma turma tão grande quanto o coração dele” disse um dos alunos que apresentou a sugestão de homenagear o comandante. Além disso, estavam presentes na turma os Bombeiros e voluntários que trabalharam na EAB 2016 que estiveram presentes no dia do acidente. Aplausos selaram a homenagem e, no final do curso, foi feita uma emocionante homenagem final em vídeo ao CMTE Dell’Aglio com uma mensagem enviada pelo filho, Márcio Dell’Aglio, agradecendo a homenagem ao pai. 

Gratidão

"Militares da Força Aérea Brasileira e Exército Brasileiro reunidos".
Ao termino do curso, era nítido perceber o elo criado entre os novos membros integrantes da Família SAR com o espírito de Busca e Salvamento. A gratidão foi praticamente unânime e mesmo após o encerramento oficial do curso SAR 005 em Londrina, muitos permaneceram no auditório para eternizar a lembrança em fotografias ao lado dos instrutores e a agradecê-los pela oportunidade da edificação do conhecimento a respeito da atividade de Busca e Salvamento. 

FONTE: DECEA/SAR005
FOTOS: Luiz Carlos Porto. Fernando Torquato.


Homenagem e encerramento em vídeo
(Edição: 23/05/2017 - 09:00)


quarta-feira, 9 de outubro de 2013

IC-95B Bandeirante do GEIV passa por Londrina

Em meio ao temporal desta última semana, o IC-95B do Grupamento Especial de Inspeção em Voo (GEIV) pousou em Londrina. A aeronave aproximou pela 31 com as condições meteorológicas bem deterioradas. O GEIV é responsável pela inspeção e a confecção das cartas de aproximação por instrumentos tais como VOR, NDB, DME e as mais modernas, RNAV fica por conta do DECEA. 

Aqui em Londrina, as saídas em RNAV tanto pelas pistas 13 quanto pela 31 já estão em vigor e, com a efetiva entrada de operação do Radar de Navegação Aérea, novas aproximações, muito mais eficientes e precisas de RNAV tanto pela cabeceira 13 quanto pela 31 estarão operacionais.

No momento da decolagem, a cabeceira em uso mudou e o IC-95B teve de taxiar da 31 até a 13