quinta-feira, 21 de maio de 2026

E o projeto da nova taxiway no Aeroporto de Londrina, como está o andamento?

"Empresário Alfons Gardemann e o prefeito de Londrina – Imagem: Emerson Dias/NCom"


    O TMA Londrina consultou diferentes fontes públicas, matérias jornalísticas recentes e encaminhou questionamento formal para a Prefeitura de Londrina, por meio da Lei de Acesso à Informação, para compreender em que estágio se encontra o projeto da nova taxiway do Aeroporto Governador José Richa, SBLO/LDB, em Londrina.

    A principal conclusão é objetiva: o projeto técnico da nova pista de táxi já foi entregue ao Município, a necessidade operacional da obra é reconhecida há anos, há discussões em andamento para eventual inclusão da melhoria no contrato de concessão, mas ainda não existe obrigação contratual vigente, fonte de recursos definida ou cronograma oficial para início das obras.


Projeto entregue, mas obra ainda sem execução definida


"Projeto em 3D da nova pista de taxiway ligando o pátio até a cabeceira 31. MSE Engenharia"

    A Prefeitura de Londrina recebeu o projeto executivo da nova taxiway em março de 2026. O material foi doado pelo industrial Alfons Gardemann, presidente do Conselho da Pado, e elaborado pela MSE Engenharia, com cooperação técnica da concessionária Motiva, que forneceu acesso ao sítio aeroportuário e documentos necessários ao desenvolvimento dos estudos.

"Projeto em 3D da nova pista de taxiway – Airbus A321 em modelo utilizando a via. MSE Engenharia"

    A estrutura projetada prevê uma pista de táxi paralela à pista de pouso e decolagem, com extensão aproximada de 2 km. As estimativas divulgadas indicam investimento entre R$ 60 milhões e R$ 70 milhões, valor influenciado especialmente pela complexidade de terraplanagem e pela necessidade de grande volume de movimentação e importação de solo.

    Do ponto de vista operacional, a taxiway não deve ser tratada como uma obra acessória. Em um aeroporto com pista única e sem uma via paralela plena de taxiamento, aeronaves frequentemente dependem da própria pista para deslocamento, backtrack, giro de 180º e liberação após o pouso. Isso aumenta o tempo de ocupação da pista, reduz a fluidez das operações e limita a capacidade de absorção de novas frequências, especialmente em horários de maior concentração de movimentos.


A resposta oficial obtida pelo TMA Londrina

    Por meio de solicitação formal encaminhada com base na Lei nº 12.527/2011, Lei de Acesso à Informação, o TMA Londrina questionou a Prefeitura sobre três pontos centrais: existência de tratativas para viabilização da obra, fonte de recursos e eventual cronograma preliminar.

    A resposta oficial informou que, no momento, não há obrigação contratual específica que exija a construção de uma nova pista de táxi. A concessão encontra-se na Fase II do contrato, etapa em que o provimento de capacidade adequada aos usuários é monitorado em relação a diferentes componentes da infraestrutura aeroportuária, incluindo terminal de passageiros, pátio de aeronaves, sistema de pistas de pouso e decolagem, sistema de pistas de rolamento e vias de acesso.

    O ponto mais relevante da manifestação oficial está na confirmação de que existem discussões em andamento sobre a possibilidade de alteração do contrato de concessão, com eventual inclusão de obrigação prescritiva para construção de uma pista de táxi paralela. Caso essa alternativa avance, caberá à ANAC conduzir a análise dos procedimentos e projetos, considerando a segurança operacional do aeroporto e a adequação contratual da concessão.

    Em termos práticos, isso significa que a obra ainda não está formalmente contratada, mas passou a integrar uma discussão regulatória e contratual mais concreta.


A lacuna do contrato de concessão


"Terminal de Passageiros do Aeroporto de Londrina, hoje, administrado pela MOTIVA. Foto: Portal Tarobá".

    A construção da nova taxiway não foi incluída como obrigação específica no contrato de concessão original do aeroporto. Esse ponto é essencial para compreender a dificuldade atual: a concessionária administra o aeroporto, mas a obra não consta, até o momento, como investimento obrigatório previsto contratualmente.

    Por isso, o caminho em discussão tende a envolver uma das seguintes alternativas: alteração contratual, aditivo ao contrato de concessão, eventual reequilíbrio econômico-financeiro, recursos federais, recursos estaduais, emendas parlamentares ou outra forma de composição institucional. Nenhuma dessas alternativas, entretanto, aparece até agora como solução formalmente concluída.

    A própria Prefeitura já sinalizou publicamente que o desafio atual não é mais apenas defender a importância da obra, mas articular a origem dos recursos e o instrumento jurídico adequado para viabilizá-la.


Situação fiscal do Município pesa sobre a viabilização


"Prefeito Tiago Amaral (PP), discursando na cerimônia alusiva de entrega do ILS Londrina. Foto: TMA Londrina".


    Outro elemento relevante é o cenário orçamentário da Prefeitura de Londrina. Informações divulgadas pela CBN Londrina apontam que o secretário municipal de Planejamento, Marcos Rambalducci, afirmou não haver mais contingenciamento nas contas municipais. No entanto, a mesma informação indica que o orçamento segue fortemente comprometido com o custeio das secretarias, restando pouca margem para investimentos.

    Segundo a publicação, para o ano seguinte foram reservados apenas R$ 12 milhões para investimentos na Lei de Diretrizes Orçamentárias em tramitação, queda expressiva em relação aos R$ 70,5 milhões previstos no orçamento anterior.

    Esse dado reforça uma leitura objetiva: uma obra estimada em aproximadamente R$ 60 milhões a R$ 70 milhões dificilmente dependerá apenas de recursos próprios do Município. A viabilização tende a exigir articulação com outros entes públicos, com a concessionária ou com o Governo Federal, especialmente por se tratar de infraestrutura aeroportuária concedida.


Por que a taxiway é estratégica para Londrina


"Informações do Projeto no site oficial da MSE Engenharia".


    A nova taxiway é reivindicação antiga da comunidade aeroportuária e empresarial de Londrina. A discussão não se resume ao conforto operacional, mas envolve capacidade, regularidade, eficiência e competitividade regional.

    Com o crescimento da demanda e a avaliação de ampliação de voos por companhias aéreas, especialmente a LATAM, a infraestrutura em solo passa a ter papel central. Aeronaves maiores, maior número de frequências e operações em horários concentrados exigem menor tempo de ocupação de pista e maior previsibilidade no fluxo de pousos, decolagens e taxiamento.

    A ausência de uma taxiway paralela plena mantém o aeroporto em uma condição operacional menos eficiente, principalmente quando comparado a terminais que dispõem de infraestrutura mais adequada para liberar rapidamente a pista após o pouso ou posicionar aeronaves para decolagem sem depender de deslocamentos prolongados pela própria pista.


O estágio real da obra


"Recorte do projeto original da MSE Engenharia. TMA Londrina".

    Com base nas informações consolidadas, o estágio atual pode ser resumido da seguinte forma: Londrina possui projeto técnico entregue, há reconhecimento público da importância da obra, existe articulação institucional em andamento e há discussão sobre possível alteração do contrato de concessão. Porém, ainda faltam os elementos decisivos para que a obra saia do papel: definição formal da fonte de recursos, instrumento jurídico de execução, aprovação técnica pelos órgãos competentes e cronograma oficial.

    Portanto, a nova taxiway avançou no campo técnico e político, mas ainda não avançou para a fase executiva. O projeto existe, a necessidade operacional é clara, mas a obra ainda depende de decisão contratual, financeira e regulatória.

    Para Londrina, o ponto central agora é transformar uma reivindicação histórica em obrigação formal de investimento ou em obra financiada por fonte definida. Sem isso, a taxiway continuará sendo um projeto tecnicamente pronto, operacionalmente necessário, mas ainda sem data para se tornar realidade no Aeroporto Governador José Richa.

quarta-feira, 20 de maio de 2026

Maringá amplia vantagem sobre Londrina na movimentação de passageiros em 2026

"Estatística de movimentação anual do Aeroporto de Londrina SBLO/LDB entre 2018 e 2026"

    Em consulta aos dados públicos da Agência Nacional de Aviação Civil, ANAC, e às informações consolidadas na planilha de acompanhamento do TMA Londrina, é possível observar uma mudança relevante na dinâmica regional da movimentação aeroportuária no Paraná. A base oficial da ANAC reúne dados de movimentação aeroportuária informados pelos operadores, contemplando passageiros, aeronaves, carga e correio, com disponibilização pública em arquivos CSV/JSON e consulta direta em Power BI.

"Estatística de movimentação anual do Aeroporto de Maringá SBMG/MGF entre 2018 e 2026"

    Entre janeiro e abril de 2026, o Aeroporto Governador José Richa, SBLO/LDB, em Londrina, movimentou 213.906 passageiros, considerando embarques e desembarques. No mesmo período, o Aeroporto Regional de Maringá, SBMG/MGF, registrou 260.326 passageiros. Isso representa uma diferença acumulada de 46.420 passageiros a mais para Maringá apenas nos quatro primeiros meses do ano.

    A comparação com o mesmo período de 2025 reforça o contraste entre os dois mercados. Londrina havia movimentado 241.596 passageiros entre janeiro e abril de 2025 e caiu para 213.906 no mesmo intervalo de 2026. A retração foi de 27.690 passageiros, equivalente a 11,46%. Maringá, no sentido oposto, passou de 254.555 passageiros para 260.326, avanço de 5.771 passageiros, correspondente a 2,27%.

"Tabela comparativa entre LDB e MGF nos anos 2025 e 2026 - TMA Londrina".

    O dado mais relevante, entretanto, não está apenas na variação percentual, mas na consolidação da diferença operacional entre os dois aeroportos. Em 2025, Maringá encerrou o ano com 855.009 passageiros, enquanto Londrina registrou 693.774 passageiros, diferença anual de 161.235 passageiros. Em 2026, a vantagem de Maringá permanece mês a mês: foram 19.620 passageiros a mais em janeiro, 11.023 em fevereiro, 11.104 em março e 4.673 em abril.

"Estatisticas do Aeroporto de Londrina em movimentação de passageiros entre 2007 e 2017"

    A série histórica mostra que Londrina já ocupou posição mais robusta no transporte aéreo regional. Pela planilha consolidada, o aeroporto movimentou 952.973 passageiros em 2018, 972.409 em 2019, caiu para 314.826 em 2020, durante o auge da pandemia de COVID-19, e depois iniciou recuperação gradual, chegando a 768.801 passageiros em 2024. Porém, em 2025 houve recuo para 693.774 passageiros, enquanto Maringá avançou para 855.009. Foi no ano de 2012 que o aeroporto de Londrina atingiu a casa de milhão com recorde histórico de 1.908.848 passageiros entre embarques e desembarques, em 2014 o número foi superado com um total de 1.131.995 passageiros e após o ano de 2015, a movimentação anual voltou a fechar abaixo da casa de milhão, enquanto Maringá ainda não registrou em sua história a somatória acima de 1 milhão de passageiros, embora o complexo aeroportuário operar hoje com capacidade para 1,5 milhão de passageiros/ano.

"Comparação na movimentação anual de passageiros entre Londrina e Maringá - TMA Londrina"

    Esse comportamento indica que a disputa regional deixou de ser apenas pontual e passou a refletir uma diferença mais consistente de oferta, demanda, conectividade e estrutura de malha aérea. Londrina, mesmo sendo um polo econômico, educacional, médico e empresarial relevante do norte do Paraná, perdeu força relativa em relação a Maringá na movimentação regular de passageiros.

    O dado também precisa ser lido com cautela técnica. Movimentação de passageiros não depende apenas do tamanho da cidade ou da importância regional do município. Ela resulta da combinação entre frequências disponíveis, horários comercialmente viáveis, tipo de aeronave empregada, conectividade com hubs, tarifas, taxa de ocupação, estratégia das companhias aéreas e condições operacionais do aeroporto. Nesse sentido, a ampliação do ILS, a futura adequação do ALS, eventuais melhorias de pátio, pista e taxiways, além da recomposição da malha, podem influenciar a capacidade de Londrina recuperar parte dessa demanda.

"Movimentação anual de passageiros nos Aeroportos do Paraná entre 2018 e 2026 - TMA Londrina"


    Portanto, os números de 2026 não devem ser tratados apenas como uma comparação entre cidades, mas como um indicador objetivo de desempenho aeroportuário. Até abril, Maringá mantém vantagem expressiva, enquanto Londrina apresenta queda no acumulado anual parcial. Para um aeroporto que já superou a marca de um milhão de passageiros em sua série histórica anterior, o cenário atual mostra que a recuperação depende menos de discurso e mais de oferta aérea consistente, infraestrutura compatível e estratégia regional de conectividade.

Você sabe o que é essa estrutura na curta final da pista 31 e no prolongamento da reta de decolagem da pista 13, em Londrina?

"VOR Londrina em 16/05/2026".

    Trata-se do VOR/DME Londrina, identificado como LON, operando na frequência 112.400 MHz, canal CH71X para o DME. VOR significa Very High Frequency Omnidirectional Range, um auxílio-rádio à navegação que transmite sinais em VHF, permitindo que a aeronave determine sua posição angular em relação à estação por meio de radiais. Em termos simples, o VOR funciona como uma referência eletrônica no espaço aéreo, permitindo que pilotos e sistemas de navegação sigam rotas, interceptem radiais, executem procedimentos de saída, chegada e aproximação por instrumentos.

    Durante décadas, o VOR foi uma das principais bases da navegação aérea convencional. Antes da ampla adoção dos sistemas baseados em satélite, como o GNSS, a navegação IFR dependia fortemente de auxílios terrestres, como VOR, DME, NDB e ILS. Esses equipamentos sustentavam aerovias, procedimentos de aproximação, esperas, saídas por instrumentos e a própria organização do espaço aéreo inferior e superior.

    O VOR/DME Londrina teve papel relevante na operação IFR do Aeroporto Governador José Richa, SBLO/LDB. Por muitos anos, serviu como referência para aerovias, procedimentos de chegada, aproximação e saída por instrumentos, permitindo que as aeronaves operassem em condições meteorológicas nas quais o voo visual não seria suficiente ou adequado.

    Entretanto, a navegação por VOR depende da propagação adequada de sinais eletromagnéticos. Edificações, relevo, estruturas metálicas e o crescimento vertical urbano podem afetar a qualidade do sinal em determinadas direções, reduzindo o alcance, limitando radiais ou tornando certas áreas não utilizáveis. Em Londrina, o avanço da verticalização, especialmente nas regiões central e sul da cidade, com destaque para a Gleba Palhano, passou a criar restrições relevantes para a operação plena do auxílio. A cada inspeção em voo realizada pelo GEIV, unidade da Força Aérea Brasileira responsável por verificar auxílios à navegação aérea, novas limitações ou degradações podiam ser identificadas.

    Com a evolução da navegação por satélite, especialmente por meio de procedimentos baseados em GNSS e conceitos de PBN, a dependência operacional do VOR foi sendo reduzida. Isso não significa que o VOR deixou de ter valor técnico no mundo, mas, no caso específico de Londrina, a combinação entre limitações do sítio, interferências urbanas, custos de manutenção, eventual necessidade de relocação e modernização dos procedimentos reduziu significativamente sua utilidade operacional.

    Atualmente, o VOR/DME LON 112.400 MHz/CH71X consta na informação aeronáutica como não utilizável, com publicação em Suplemento AIP e referência a NOTAM, conforme consulta ao AISWEB/DECEA. O Suplemento AIP N0058/2026 indica a condição de não utilização do equipamento no período de 11 de junho de 2026 a 15 de abril de 2027, referenciado à AIP ENR 4.1.

"ALS/ILS da pista 31 de SBLO/LDB - Londrina"

    Além disso, após a implantação do ILS da pista 31, a permanência física do antigo VOR/DME passou a se relacionar também com o projeto de ampliação do ALS, sistema de luzes de aproximação associado às operações por instrumentos. No processo de adequação da infraestrutura, a concessionária Motiva, por meio de sua equipe técnica, assumiu compromisso junto à ANAC para a desativação permanente do equipamento, medida necessária para viabilizar o prolongamento das luzes de aproximação do ILS.

    Portanto, aquela estrutura não é apenas um equipamento antigo instalado próximo à pista. Ela representa uma fase importante da navegação aérea em Londrina, quando a orientação das aeronaves dependia fortemente de auxílios-rádio terrestres. Hoje, sua função operacional foi superada por novas tecnologias e por uma nova configuração da infraestrutura aeroportuária, mas sua presença ainda marca uma parte relevante da história do voo por instrumentos no Aeroporto de Londrina.

domingo, 17 de maio de 2026

AIRBUS A321 DA LATAM É ALOCADO EM LONDRINA APÓS CANCELAMENTOS POR METEOROLOGIA


    Após um fim de semana marcado por restrições meteorológicas em Londrina, com quatro voos da LATAM cancelados, sendo duas chegadas e duas partidas, a companhia realizou uma readequação emergencial de malha para atender parte da demanda de passageiros impactados.

    Para a operação deste domingo, 17/05/2026, a LATAM alocou o Airbus A321, matrícula PS-LBH, aeronave com aproximadamente dois anos de operação, para cumprir o voo LA 3462, proveniente de São Paulo/Guarulhos com destino ao Aeroporto Governador José Richa, em Londrina. O pouso está estimado para as 18h40, conforme plataformas de acompanhamento de voo.

    A chegada ocorre em um contexto meteorológico ainda sensível. A previsão para o período indica instabilidade, chuva e possibilidade de tempestades na região, com alerta vigente do INMET para Londrina. Apesar disso, a expectativa operacional é de condições acima dos mínimos aplicáveis ao procedimento ILS CAT I da pista 31 de SBLO, permitindo a tentativa de aproximação dentro dos critérios estabelecidos.

    A operação do A321 reforça a capacidade de absorção de demanda em situações de contingência, especialmente após cancelamentos motivados por teto e visibilidade abaixo dos mínimos operacionais. Recebemos ainda a informação extraoficial de que está sendo avaliada a possibilidade de realização do tradicional batismo da aeronave pelo Serviço de Salvamento e Combate a Incêndio do aeroporto, procedimento que, se confirmado, marcará simbolicamente a passagem do modelo por Londrina.

quinta-feira, 14 de maio de 2026

LATAM SOLICITA NOVO VOO DE PERNOITE EM LONDRINA E SBLO PODERÁ TER QUATRO AERONAVES NA MADRUGADA


"Aeroporto de Londrina, panorâma noturno".


    A LATAM Airlines Brasil solicitou um novo voo para o Aeroporto Governador José Richa, SBLO/LDB, em Londrina. Trata-se das operações LATAM/LA 9137 e LA 9136, fortalecendo ainda mais a presença da companhia na cidade em meio à expansão operacional já observada nas últimas semanas.

    O novo voo, proveniente de Aeroporto de São Paulo/Congonhas, está previsto para iniciar em 08/06/2026, quando a aeronave Airbus A320 deverá decolar de São Paulo às 21h05 local e pousar em Londrina às 22h20. Após o desembarque dos passageiros, a aeronave seguirá para pernoite em SBLO.

    O retorno ocorrerá no amanhecer do dia seguinte, 09/06/2026, por meio do voo LA 9136, com decolagem prevista de Londrina às 05h35 em direção a Congonhas.

    Inicialmente, as operações estão programadas até o dia 14/08/2026, com pousos previstos às segundas e sextas-feiras e decolagens nas terças e sábados, ampliando a oferta de voos na cidade juntamente com a já aguardada operação do Airbus A321 da companhia.

    Em pesquisa realizada na plataforma oficial de vendas da LATAM, as passagens para os voos de pernoite podem ser encontradas entre R$ 280,00 e R$ 583,00, variando conforme antecedência da compra e disponibilidade tarifária.

    Consultamos também a programação da GOL Linhas Aéreas e verificamos que os voos de pernoite da companhia permanecem mantidos no mesmo período. Caso toda a programação atualmente prevista seja efetivamente consolidada, Londrina poderá registrar o pernoite simultâneo de quatro aeronaves comerciais de companhias aéreas na madrugada londrinense, sendo duas aeronaves da LATAM, uma da GOL e uma da Azul Linhas Aéreas Brasileiras.

OPERAÇÃO DO AIRBUS A321 EM LONDRINA É NOVAMENTE ADIANTADA E JÁ SOMA 64 VOOS PREVISTOS


"Airbus A321 da LATAM no solo de Maringá/MGF"

    Em uma nova consulta ao SIROS (Sistema de Registro de Operações), plataforma oficial da Agência Nacional de Aviação Civil, verificamos que, mais uma vez, a operação do Airbus A321 em Londrina foi ADIANTADA.

    Caso não ocorram novas alterações na programação, devido à proximidade da data prevista para a estreia, a primeira operação do Airbus A321 da LATAM Airlines Brasil em Londrina ocorrerá no dia 1º de junho de 2026, uma segunda-feira.

    A estreia está prevista no voo LATAM/LA 4531, procedente do Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos, com decolagem de Guarulhos às 08h00 e pouso estimado em Londrina às 09h15 no horário local. Após o desembarque e embarque dos passageiros, a aeronave deverá cumprir o voo LA 3459, com decolagem de Londrina programada para as 10h15.

    A segunda operação prevista do modelo em SBLO já aparece programada para o dia 04/06/2026, no voo LA 3690, também proveniente de Guarulhos, com decolagem às 23h15 e pouso previsto em Londrina às 00h30 da madrugada de sexta-feira. Na sequência, o equipamento deverá pernoitar na cidade e retornar ao hub paulista ao amanhecer, cumprindo o voo LA 3691, com decolagem prevista para as 05h15.

    A excelente notícia para a aviação londrinense é que a operação do Airbus A321 evoluiu rapidamente dentro do sistema da companhia e da ANAC. Até o momento, já constam 64 voos previstos, sendo 32 chegadas e 32 partidas, com operações programadas até o dia 30/07/2026.

    Outro dado que chama atenção é a programação do dia 16/07/2026, quando Londrina poderá receber três operações do Airbus A321 no mesmo dia. Atualmente, estão previstos nove movimentos da LATAM em SBLO nessa data, incluindo três chegadas e três partidas realizadas pelo A321, cenário que poderá representar um dos maiores volumes de passageiros já transportados pela companhia em Londrina em apenas um único dia operacional, dependendo naturalmente da taxa de ocupação das aeronaves.

    A mudança no sistema já havia ocorrido há alguns dias, porém o TMA Londrina optou por aguardar novas movimentações e consolidações antes da publicação, justamente devido às constantes alterações observadas na programação da companhia.

    O Airbus A321 nunca operou regularmente em Londrina, nem mesmo durante o período da antiga TAM Linhas Aéreas. A operação representa um marco operacional inédito para SBLO e evidencia uma nova capacidade de absorção de aeronaves de maior porte no Aeroporto Governador José Richa.

    O TMA Londrina seguirá acompanhando qualquer atualização relacionada à operação do modelo na cidade.

sábado, 25 de abril de 2026

AIRBUS A321 EM LONDRINA: ESTREIA ANTECIPADA E OPERAÇÃO AMPLIADA NA ROTA COM GUARULHOS

Airbus A321, PT-MXQ, no pátio do Aeroporto de Maringá (MGF)


    Agora é oficial no sistema. Londrina entra em uma nova fase operacional com uma das notícias mais aguardadas pela comunidade aeronáutica local.

    Em consultas sucessivas ao sistema SIROS da Agência Nacional de Aviação Civil, o TMA Londrina identificou não apenas a confirmação da operação do Airbus A321 da LATAM Airlines Brasil no Aeroporto Governador José Richa, SBLO, mas também uma antecipação relevante da estreia e expansão da malha prevista.

    Inicialmente programada para o dia 21 de junho de 2026, a primeira operação do A321 na rota Guarulhos–Londrina foi antecipada para o dia 14 de junho de 2026, um domingo, com o primeiro pouso previsto para ocorrer às 09h30 no horário local.

    A operação envolve o eixo estratégico com o Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos, principal hub doméstico da companhia, reforçando a importância da ligação para a conectividade regional.

    Além da antecipação, os dados do sistema indicam uma clara evolução de um voo pontual para uma programação estruturada. Até o momento, já constam mais de dezoito solicitações de voos com o A321 entre Guarulhos e Londrina, sendo possível identificar pelo menos dez frequências confirmadas no período entre 14/06 e 25/06.

    A malha operacional prevista contempla:

  • voo LA 4531, operando aos sábados e domingos
  • voo LA 3462, às segundas, quintas e sextas
  • voo LA 3690, entre segunda e quinta-feira

    Esse padrão evidencia um processo de consolidação operacional do modelo na rota, afastando a hipótese inicial de operação isolada e indicando inserção progressiva do equipamento na malha regular.

    Na plataforma oficial de vendas da companhia, o equipamento Airbus A321 já aparece vinculado aos voos, com tarifas observadas a partir de R$ 470,00, reforçando a coerência entre planejamento operacional e comercial.

    Do ponto de vista técnico, o A321 representa um salto relevante de capacidade para Londrina. Trata-se da maior aeronave de corredor único da frota da LATAM, com capacidade entre 220 e 224 passageiros, aproximadamente 6,9 metros mais longa que o A320, modelo atualmente predominante em SBLO nas versões CEO e NEO.

    Diante da repercussão do tema, é importante corrigir equívocos técnicos recorrentes. O Airbus A321 nunca operou regularmente em Londrina, nem mesmo no período da TAM Linhas Aéreas. Historicamente, o modelo enfrentava restrições operacionais no aeroporto, especialmente relacionadas às limitações dimensionais do pátio de estacionamento e à compatibilidade com a infraestrutura disponível à época.

    A operação, portanto, é inédita em SBLO. Como referência regional, o A321 já opera de forma regular há mais de dois anos em Maringá, o que reforça que a evolução da infraestrutura e dos critérios operacionais em Londrina passa agora a permitir a absorção desse equipamento de maior porte.

    A assessoria de imprensa da LATAM foi acionada, porém, até o momento, não houve confirmação formal da operação. Ainda assim, os dados do SIROS, associados à disponibilidade comercial dos voos, indicam elevada probabilidade de concretização.

    Caso confirmada de forma definitiva, a introdução do A321 em Londrina representará um marco operacional relevante, com impacto direto na oferta de assentos, eficiência de slot e fortalecimento da conectividade com o principal hub do país.

    O TMA Londrina seguirá acompanhando e trará atualizações conforme novas informações forem disponibilizadas.

segunda-feira, 20 de abril de 2026

Maringá impõe coordenação prévia a voos de toque e arremetida, e acende debate sobre transparência regulatória em aeródromo público

Regra publicada em AIP/ROTAER exige coordenação prévia com 2 horas de antecedência para voos de treinamento e condiciona operações à malha comercial

Aeroporto de Maringá - Prefeitura de Maringá/Thiago Louzada

Regulamento local passa a restringir operações de instrução


Recorte AIP-Brasil/AISWEB do Aeroporto de Maringá

    O Aeroporto Regional de Maringá Sílvio Name Júnior passou a adotar formalmente uma restrição operacional que impacta diretamente a aviação de instrução. A medida, já inserida nas publicações aeronáuticas oficiais, estabelece que voos de toques e arremetidas na pista ativa, mais comuns em voos de instrução IFR e VFR, e voos de cheque ANAC ficam sujeitos à coordenação e autorização prévia com antecedência mínima de duas horas junto ao Centro de Operações Aeroportuárias, o COA.

    Além disso, o próprio comunicado da administradora indica que essas autorizações podem variar em função da operação de voos comerciais repetitivos, o que, na prática, vincula a atividade de instrução à disponibilidade operacional da aviação regular.


Impacto direto na formação de pilotos

Aeronave de Instrução em Voo – TMA Londrina

    A medida atinge o núcleo da formação aeronáutica. A instrução de voo depende de flexibilidade operacional para execução de procedimentos como circuitos de tráfego, treinamentos IFR, voos de adaptação e cheques de proficiência.

    A exigência de coordenação prévia com duas horas de antecedência, somada à dependência de janelas operacionais condicionadas ao fluxo comercial, reduz significativamente a previsibilidade e a viabilidade da operação das escolas de aviação.


Na prática, isso implica:

  • Redução de slots (horários) disponíveis para treinamento;
  • Dificuldade na gestão de escala de alunos e instrutores;
  • Impacto direto na continuidade da formação;
  • Aumento de custos operacionais indiretos;
  • Estrutura aeroportuária não indica limitação evidente.

    O aeroporto de Maringá possui infraestrutura compatível com operações IFR de precisão categoria I, operação noturna e atendimento a aeronaves de maior porte, enquadrando-se em código de referência 4D.

    Não se trata, portanto, de um aeródromo com limitações estruturais evidentes que, por si só, justificariam a segregação rígida entre instrução e aviação comercial.

    Esse ponto reforça a necessidade de clareza sobre os critérios técnicos adotados.


Ausência de fundamentação técnica pública

    Embora a regra esteja formalmente publicada, não há, até o momento, divulgação pública dos elementos técnicos que embasaram a decisão.

    De acordo com o RBAC 153 e com os princípios do Sistema de Gerenciamento da Segurança Operacional estabelecidos pelo International Civil Aviation Organization Doc 9859, medidas restritivas dessa natureza devem ser:

  • Baseadas em análise formal de risco.
  • Proporcionais ao risco identificado.
  • Documentadas e auditáveis.
  • Passíveis de revisão periódica.

    Relatos de operadores indicam que, de forma informal, a justificativa apresentada envolveria um suposto maior risco associado a aeronaves de instrução. No entanto, essa premissa não foi acompanhada, até o momento, de dados, estudos ou análise técnica tornados públicos.


Debate sobre acesso isonômico ao aeródromo

    Por se tratar de um aeródromo público, a gestão do uso da infraestrutura deve observar o princípio de acesso não discriminatório entre os diferentes operadores.

    A vinculação direta da operação de instrução à malha comercial levanta questionamentos sobre o equilíbrio entre:

  • Eficiência operacional.
  • Segurança operacional.
  • Acesso equitativo à infraestrutura.

    A ausência de critérios objetivos divulgados para definição das “variações” operacionais amplia a percepção de subjetividade na aplicação da regra.


Falta de resposta amplia questionamentos

    Após solicitação formal de esclarecimentos técnicos encaminhada à administradora do aeroporto, incluindo questionamentos sobre base normativa, análise de risco e critérios operacionais, não houve retorno adicional até o momento desta publicação.

    A ausência de resposta impede a verificação externa da aderência da medida aos princípios regulatórios vigentes e mantém em aberto o debate técnico sobre sua legitimidade operacional.


Um caso que extrapola o cenário local

    O caso de Maringá ultrapassa o contexto regional. Ele expõe uma questão estrutural da aviação brasileira: como equilibrar o crescimento da aviação comercial com a necessidade de formação de pilotos em aeródromos públicos com infraestrutura compartilhada.

    A restrição está formalmente estabelecida e produz efeitos imediatos. O ponto que permanece em discussão é outro: a transparência e a robustez técnica que sustentam essa decisão.

    Enquanto esses elementos não forem plenamente apresentados, o tema seguirá em análise, tanto pelos operadores quanto pelo próprio ambiente regulatório.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Nova taxiway do Aeroporto de Londrina avança para fase final de projeto com doação da iniciativa privada



    O Aeroporto Governador José Richa, em Londrina, pode avançar uma etapa para recompor uma infraestrutura que foi retirada de operação em decorrência de exigências regulatórias. As antigas taxiways paralelas foram desativadas após a certificação do aeródromo conforme o RBAC 154 da ANAC, norma que estabelece requisitos de projeto e operação para aeródromos públicos. Entre eles está a distância mínima entre o eixo da pista de pousos e decolagens e o eixo da taxiway paralela, que para pista de precisão código 4C categoria I deve ser de aproximadamente 158 metros, condição não atendida pela configuração anterior.

    Nesse contexto, encontra-se em fase final o projeto executivo de uma nova taxiway paralela, totalmente compatível com os parâmetros geométricos e operacionais previstos na regulamentação vigente. O material técnico está sendo elaborado pela MSE Engenharia e será formalmente doado ao município pelo empresário Alfons Gardemann, da indústria Pado, caracterizando contribuição privada destinada ao aprimoramento da infraestrutura aeroportuária local.

    A nova via de taxiamento permitirá que aeronaves se desloquem paralelamente à pista sem necessidade de backtrack com curva (giro) de 180 graus, procedimento hoje necessário para retorno após pouso ou posicionamento para decolagem. A operação atual aumenta o tempo de ocupação da pista e gera maior consumo de combustível, além de reduzir a eficiência do fluxo operacional.

    As pranchas técnicas desenvolvidas apresentam a geometria da taxiway com raios de curva compatíveis com diferentes categorias de aeronaves, áreas pavimentadas, faixas de segurança e zonas de proteção operacional. O traçado considera critérios de certificação aeroportuária e requisitos de segurança operacional aplicáveis a aeródromos com procedimentos por instrumentos.

    A inexistência de taxiway paralela aumenta o tempo de espera entre pousos e decolagens e reduz a capacidade operacional do aeroporto, situação distinta de outros terminais de porte semelhante que dispõem dessa estrutura básica. A permanência prolongada de aeronaves sobre a pista repercute na programação das companhias aéreas e pode refletir em aumento indireto de custos operacionais.

    Com a conclusão do projeto executivo, o município passa a dispor de base técnica para buscar recursos destinados à execução da obra, seja em esfera estadual ou federal. Estimativas preliminares divulgadas anteriormente pela administração municipal apontam investimento entre R$ 20 milhões e R$ 40 milhões. A etapa seguinte dependerá de análise pelos órgãos reguladores da aviação e definição do ente responsável pela implantação.

    A construção da nova taxiway atende demanda antiga das empresas aéreas que operam em Londrina e tende a ampliar a capacidade de movimentação, reduzir o tempo de ocupação da pista e elevar a segurança das operações em solo. A entrega do projeto marca a transição de estudos conceituais para planejamento executivo efetivo, etapa necessária para viabilizar a futura obra de infraestrutura aeroportuária.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Aeroporto de Londrina registra queda de quase 10% na movimentação de passageiros em 2025


    O Aeroporto Governador José Richa, em Londrina, como previsto, encerrou 2025 com retração no número de passageiros, destoando do desempenho observado nos principais aeroportos do Paraná. O dado consta no balanço anual divulgado pela Agência Nacional de Aviação Civil, que consolida a movimentação doméstica nos terminais brasileiros.

    De acordo com a ANAC, ao longo de 2025 foram registrados 693.450 embarques e desembarques no terminal londrinense. Em 2024, o aeroporto havia contabilizado 768.801 passageiros. A comparação entre os períodos aponta redução de 9,8% no fluxo total de usuários.

    Entre as rotas com maior impacto negativo está a ligação entre Londrina e Guarulhos, que apresentou diminuição de 9.275 passageiros em relação ao ano anterior. Outro fator relevante foi a suspensão, em agosto de 2025, dos voos matinais da Azul Linhas Aéreas entre Londrina e Curitiba, resultando em queda de 5.711 passageiros nesse trecho específico.

    No segmento de voos sazonais, os dados indicam 1.077 partidas de Londrina para destinos do Nordeste ao longo do ano, sendo 502 passageiros com destino a Porto Seguro, na Bahia, e 575 para Recife, em Pernambuco. Já a rota para Maceió registrou, até dezembro de 2025, 1.168 passageiros embarcados. A concessionária informou taxa média de ocupação de 91% nesses voos, embora o desempenho tenha sido inferior ao registrado no período de férias de fim de ano entre 2024 e 2025, quando houve 2.189 embarques para o mesmo destino.

    Enquanto Londrina apresentou retração, outros aeroportos paranaenses registraram crescimento em 2025. Maringá liderou o avanço percentual, com aumento de 12,65%, seguida pelo Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu, com crescimento de 12,33%, e pelo Aeroporto Afonso Pena, em Curitiba, que registrou alta de 8,51% no número de passageiros.

    Em nota para a Rádio CBN Londrina, a concessionária Motiva afirmou que a queda no movimento em Londrina “reflete uma conjuntura de fatores, dentre eles, movimentações do mercado que têm imposto desafios ao setor da aviação nos últimos anos e exigido ajustes nas malhas”. A empresa acrescentou que o terminal manteve taxa média de ocupação superior a 85% ao longo de 2025 e que a demanda segue sendo o principal argumento para a ampliação da oferta de rotas pelas companhias aéreas.