O Aeroporto Governador José Richa, em Londrina, pode avançar uma etapa para recompor uma infraestrutura que foi retirada de operação em decorrência de exigências regulatórias. As antigas taxiways paralelas foram desativadas após a certificação do aeródromo conforme o RBAC 154 da ANAC, norma que estabelece requisitos de projeto e operação para aeródromos públicos. Entre eles está a distância mínima entre o eixo da pista de pousos e decolagens e o eixo da taxiway paralela, que para pista de precisão código 4C categoria I deve ser de aproximadamente 158 metros, condição não atendida pela configuração anterior.
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026
Nova taxiway do Aeroporto de Londrina avança para fase final de projeto com doação da iniciativa privada
O Aeroporto Governador José Richa, em Londrina, pode avançar uma etapa para recompor uma infraestrutura que foi retirada de operação em decorrência de exigências regulatórias. As antigas taxiways paralelas foram desativadas após a certificação do aeródromo conforme o RBAC 154 da ANAC, norma que estabelece requisitos de projeto e operação para aeródromos públicos. Entre eles está a distância mínima entre o eixo da pista de pousos e decolagens e o eixo da taxiway paralela, que para pista de precisão código 4C categoria I deve ser de aproximadamente 158 metros, condição não atendida pela configuração anterior.
sexta-feira, 23 de janeiro de 2026
Aeroporto de Londrina registra queda de quase 10% na movimentação de passageiros em 2025
O Aeroporto Governador José Richa, em Londrina, como previsto, encerrou 2025 com retração no número de passageiros, destoando do desempenho observado nos principais aeroportos do Paraná. O dado consta no balanço anual divulgado pela Agência Nacional de Aviação Civil, que consolida a movimentação doméstica nos terminais brasileiros.
De acordo com a ANAC, ao longo de 2025 foram registrados 693.450 embarques e desembarques no terminal londrinense. Em 2024, o aeroporto havia contabilizado 768.801 passageiros. A comparação entre os períodos aponta redução de 9,8% no fluxo total de usuários.
Entre as rotas com maior impacto negativo está a ligação entre Londrina e Guarulhos, que apresentou diminuição de 9.275 passageiros em relação ao ano anterior. Outro fator relevante foi a suspensão, em agosto de 2025, dos voos matinais da Azul Linhas Aéreas entre Londrina e Curitiba, resultando em queda de 5.711 passageiros nesse trecho específico.
No segmento de voos sazonais, os dados indicam 1.077 partidas de Londrina para destinos do Nordeste ao longo do ano, sendo 502 passageiros com destino a Porto Seguro, na Bahia, e 575 para Recife, em Pernambuco. Já a rota para Maceió registrou, até dezembro de 2025, 1.168 passageiros embarcados. A concessionária informou taxa média de ocupação de 91% nesses voos, embora o desempenho tenha sido inferior ao registrado no período de férias de fim de ano entre 2024 e 2025, quando houve 2.189 embarques para o mesmo destino.
Enquanto Londrina apresentou retração, outros aeroportos paranaenses registraram crescimento em 2025. Maringá liderou o avanço percentual, com aumento de 12,65%, seguida pelo Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu, com crescimento de 12,33%, e pelo Aeroporto Afonso Pena, em Curitiba, que registrou alta de 8,51% no número de passageiros.
Em nota para a Rádio CBN Londrina, a concessionária Motiva afirmou que a queda no movimento em Londrina “reflete uma conjuntura de fatores, dentre eles, movimentações do mercado que têm imposto desafios ao setor da aviação nos últimos anos e exigido ajustes nas malhas”. A empresa acrescentou que o terminal manteve taxa média de ocupação superior a 85% ao longo de 2025 e que a demanda segue sendo o principal argumento para a ampliação da oferta de rotas pelas companhias aéreas.
segunda-feira, 12 de janeiro de 2026
Na contramão do desempenho regional, Londrina deve encerrar 2025 com retração no fluxo de passageiros
O Aeroporto Governador José Richa deve fechar 2025 com queda no número de passageiros. Caso o volume médio de voos registrado ao longo do segundo semestre se mantenha no mês de dezembro, a projeção indica retração próxima de 10% na comparação com 2024. No ano anterior, a Motiva, concessionária responsável pela administração do terminal, contabilizou 781.334 passageiros. Em 2025, até o fechamento de novembro, o total acumulado de embarques e desembarques alcançou 643.739 usuários, com média mensal aproximada de 56 mil passageiros entre julho e novembro.
O balanço oficial da concessionária está previsto para divulgação por volta do dia 20 de janeiro, porém os dados parciais já permitem traçar um panorama pouco favorável para o aeroporto londrinense. Mesmo após a conclusão de obras de modernização, o movimento operacional não apresentou a expansão esperada. As intervenções estruturais incluíram ampliação da pista, reforma do terminal de passageiros, implantação de pontes de embarque e instalação dos sistemas ILS e ALS. As melhorias, entregues majoritariamente em janeiro de 2025, consumiram investimentos estimados em R$ 200 milhões e elevaram a capacidade teórica do aeroporto para até três milhões de passageiros por ano.
Apesar do avanço em infraestrutura, a modernização não se traduziu em incremento de operações comerciais. Enfrentando dificuldades financeiras, as companhias aéreas promoveram ajustes em suas malhas, reduziram custos e, ao longo de 2025, cortaram frequências com origem e destino em Londrina. Essa reestruturação impactou diretamente o fluxo de passageiros, conforme apontam os relatórios mensais divulgados pela concessionária. Mantida a média do segundo semestre, a estimativa é que o fechamento anual fique em torno de 700 mil usuários.
Alienação da plataforma aeroportuária
Em novembro, a Motiva anunciou a venda integral de sua plataforma de aeroportos, composta por 20 terminais, para a Aeropuerto de Cancún, empresa controlada pelo Grupo ASUR (Aeroportuário del Sureste). O valor da transação foi de R$ 11,5 bilhões, sendo R$ 5 bilhões referentes à participação acionária e R$ 6,5 bilhões relacionados a dívidas líquidas. De acordo com a concessionária, a operação faz parte do plano estratégico iniciado em 2023, voltado à reorganização e otimização do portfólio de negócios do grupo.
Cenário regional em crescimento
Embora o desempenho isolado de Londrina apresente retração, a Agência Nacional de Aviação Civil divulgou dados positivos para a Região Sul. Após crescimento expressivo registrado em outubro, o setor manteve trajetória de expansão em novembro. Os aeroportos do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul somaram 2,38 milhões de passageiros no mês. No acumulado entre janeiro e novembro, os terminais da região movimentaram 24,3 milhões de usuários, alta próxima de 20% na comparação com o mesmo período de 2024. Em termos mensais, novembro de 2025 superou o mesmo mês do ano anterior em 17,6%.
Porto Alegre lidera movimentação
O Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, liderou o ranking regional, com 6,55 milhões de passageiros entre janeiro e novembro, o que representa 26,9% do total da Região Sul. Na sequência aparecem o Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais, com 5,49 milhões de usuários (22,6%), e o Aeroporto Hercílio Luz, em Florianópolis, com 4,5 milhões (18,5%). Somados, os três terminais concentram aproximadamente 70% de todo o tráfego aéreo da região.
A ANAC também destacou o desempenho de aeroportos com perfil regional e turístico, como Navegantes (SC) e Foz do Iguaçu (PR), ambos próximos da marca de dois milhões de passageiros no período analisado. Maringá, Londrina, Chapecó, Joinville e Cascavel igualmente foram citados pela relevância estratégica na malha aérea do Sul do país.
Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, os indicadores confirmam uma tendência consistente de crescimento. Segundo ele, a expansão da aviação na região é impulsionada pelo turismo, pelos negócios e pela integração logística entre os estados, refletindo o aquecimento da economia e a efetividade das políticas públicas adotadas para o setor aéreo.
sexta-feira, 9 de janeiro de 2026
Motiva esclarece política de roçagem e controle de fauna no Aeroporto de Londrina
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| Caravan do Esquadrão Guará alinhado para decolagem na cabeceira 31. |
Após questionamento encaminhado pelo TMA Londrina à concessionária Motiva, responsável pela administração do Aeroporto Governador José Richa, em Londrina (SBLO), sobre as condições da vegetação no sítio aeroportuário e possíveis impactos à segurança operacional, a empresa emitiu nota oficial detalhando os critérios técnicos adotados para o manejo e mitigação do risco de fauna.
O contato teve como base registros fotográficos recentes que apontam trechos do sítio aeroportuário com vegetação aparentemente superior a 50 centímetros para ilustrar o comprimento de alguns arbustos de capim "colonião" observados, condição que pode favorecer a presença de fauna, especialmente aves, representando potencial risco de colisão com aeronaves, conforme os princípios de Safety Management e as recomendações da ICAO.
Em resposta, a concessionária encaminhou a seguinte nota, reproduzida na íntegra:
"NOTA AO TMA LONDRINA
O Aeroporto de Londrina realiza o controle e a manutenção da vegetação do sítio aeroportuário em conformidade com o RBAC 153 e com o seu Programa de Gerenciamento do Risco da Fauna, adotando critérios técnicos baseados na segurança operacional e na mitigação do risco de colisão com fauna.
Não há, na regulamentação vigente, um parâmetro único e fixo de altura de vegetação aplicável a todas as áreas do sítio aeroportuário. O manejo é realizado de forma estratégica, considerando o tipo de área, o histórico operacional, o comportamento da fauna local e a efetividade das medidas de mitigação.
Nas áreas críticas à operação aérea, especialmente na faixa protegida adjacente à pista, a vegetação é mantida em alturas controladas, cerca de 40 cm, podendo ser reduzida em pontos específicos, inclusive abaixo de 15 cm, quando tecnicamente indicado para evitar a atratividade de fauna. Em outras áreas do sítio aeroportuário, a altura da vegetação pode variar conforme a estratégia de manejo adotada, sem prejuízo à segurança operacional.
As atividades de roçagem e controle da vegetação seguem cronograma próprio e são continuamente avaliadas pelas equipes técnicas, podendo sofrer ajustes conforme condições climáticas, crescimento da vegetação e necessidade operacional, sempre com foco na segurança das operações e na mitigação do risco de fauna."
A Motiva fundamenta suas ações no RBAC 153, que trata da certificação operacional de aeródromos, e no Programa de Gerenciamento do Risco da Fauna, instrumento obrigatório para operadores aeroportuários certificados, cujo objetivo é identificar, avaliar e mitigar perigos associados à presença de animais nas áreas operacionais.
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| "Airbus A319, PT-TMA, decolando da pista 13 e o mato alto visível da cabeceira 31". |
Segundo a concessionária, não existe um parâmetro único e fixo de altura de vegetação aplicável a todo o sítio aeroportuário, sendo o manejo realizado de forma estratégica, conforme características da área, histórico operacional e comportamento da fauna local. As atividades de roçagem seguem cronograma próprio e passam por avaliações contínuas das equipes técnicas, com possibilidade de ajustes em função das condições climáticas, crescimento da vegetação e necessidades operacionais, sempre com foco na mitigação do risco de fauna.
O TMA Londrina reforça que o objetivo do contato foi obter informações técnicas atualizadas, permitindo uma compreensão adequada do cenário operacional e uma divulgação responsável ao público interessado em infraestrutura aeroportuária e segurança operacional.
segunda-feira, 5 de janeiro de 2026
Taxiways, capacidade operacional e transparência institucional no Aeroporto de Londrina
Taxiways e capacidade do sistema pista-pátio
A manifestação à Prefeitura de Londrina e a resposta institucional
Relevância técnica e expectativa pública
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| "Carta ADC de Londrina atualmente" |
quarta-feira, 10 de dezembro de 2025
Solenidade de inauguração do ILS no Aeroporto de Londrina
| Conjunto de antenas do LOC do ILS Londrina. |
A solenidade oficial de inauguração do Sistema de Pouso por Instrumentos, ILS, no Aeroporto Governador José Richa, contou com a presença de autoridades municipais e estaduais, bem como representantes do Ministério de Portos e Aeroportos e da Força Aérea Brasileira. Realizado ao lado das antenas do Localizer, LOC, o evento teve início por volta das 10h00 e representou um marco histórico para a infraestrutura aeroportuária de Londrina e para o desenvolvimento regional.
| Empresários de Londrina posam com o prefeito Tiago Amaral ao lado de antenas do ILS. |
A cerimônia celebrou a conclusão de uma demanda que se estendeu por décadas, consolidando a implementação de um equipamento de precisão essencial para operações seguras em baixa visibilidade. O Vice-Presidente da Thales para a América Latina, Luciano Macaferri Rodrigues, empresa responsável pela tecnologia instalada, o Comandante da Aeronáutica, Brigadeiro Damasceno, e o Prefeito de Londrina, Tiago Amaral, realizaram discursos destacando a relevância operacional e econômica do novo sistema.
| Empresários, Brigadeiro Damasceno e o Prefeito Tiago Amaral discursam na solenidade. |
Em sua fala, o prefeito ressaltou o avanço referente ao projeto das novas taxiways, desenvolvido por meio de doação do empresário Alfons Gardemann e atualmente em fase de estudos. O chefe do Executivo municipal enfatizou que tal infraestrutura ampliará a capacidade de movimentação do aeroporto, reduzirá esperas no solo e mitigará a elevada carga de trabalho imposta aos Controladores de Tráfego Aéreo em horários de maior demanda.
terça-feira, 9 de dezembro de 2025
Londrina e o ILS: por que ainda existe confusão sobre qual cabeceira realmente irá utilizar o sistema?
Observa-se ainda um volume considerável de dúvidas técnicas sobre o funcionamento do Sistema de Pouso por Instrumentos, ILS, em Londrina. O aeroporto possui duas cabeceiras de pista, designadas 13 e 31, referências diretamente associadas ao rumo magnético indicado pela bússola de bordo quando a aeronave encontra-se alinhada para pouso ou decolagem. Essa nomenclatura é padronizada internacionalmente na aviação civil, facilitando o entendimento situacional de pilotos, controladores de tráfego aéreo e despacho operacional.
A cabeceira 13, direção oeste para leste, recebe aeronaves que ingressam pela região de Cambé, cruzam o centro da cidade e tocam a pista seguindo o sentido centro para Limoeiro. Na decolagem, as aeronaves seguem um perfil omnidirecional compatível com sua rota, por exemplo, subindo em direção a cidade de Ibiporã nas operações para São Paulo. Por outro lado, a cabeceira 31 estabelece aproximação na direção oposta, sentido Limoeiro para Centro, com ingressos pela área da cidade de Assaí e saída de decolagem sobrevoando a região central de Londrina.
O ponto central da discussão é que todo o ILS de Londrina foi projetado exclusivamente para a cabeceira 31. O sistema de auxílio de navegação por rádio e o ALS, o conjunto de luzes de aproximação, foram instalados apenas nesse sentido. Assim, o procedimento de aproximação de precisão somente poderá ser utilizado quando as condições meteorológicas e operacionais permitirem pousos pela cabeceira 31. Já a cabeceira 13, predominante em grande parte do ano devido ao regime de ventos da região, continuará operando com procedimentos convencionais baseados em navegação por satélite e performance, RNAV, RNP e PBN, sem suporte do ILS. A instalação foi direcionada para a cabeceira 31 em razão da viabilidade técnico financeira do projeto, uma vez que implementar o sistema na cabeceira oposta implicaria custos significativamente superiores, intervenções complexas e desafios logísticos relevantes, incluindo a implantação do ALS em área urbana consolidada, o que elevaria riscos, exigências de desapropriação, restrições municipais e impactos estruturais que ultrapassariam a justificativa operacional do investimento.
Ressalta-se que, embora representem ganho operacional significativo, sistemas de precisão como o ILS envolvem alto custo de aquisição, operação e manutenção, exigindo análise rigorosa de viabilidade técnica, econômica e operacional. Londrina enfrenta, historicamente, condições de visibilidade e meteorologia adversa que, em episódios mais críticos, ultrapassam inclusive a capacidade operacional dos padrões CAT I e até mesmo CAT II, limitando os benefícios do sistema em determinados cenários.
O ILS trará avanço importante para a segurança e regularidade das operações no aeroporto, mas não elimina totalmente as restrições decorrentes de nevoeiro, teto crítico e fenômenos meteorológicos intensos observados no norte do Paraná. É um passo relevante, porém inserido dentro de realidades climáticas e operacionais que ainda exigirão gerenciamento, planejamento e tomada de decisão criteriosa por parte de operadores, companhias aéreas e controle de tráfego aéreo.
segunda-feira, 8 de dezembro de 2025
ILS de Londrina é aprovado pela ANAC e aguarda apenas NOTAM para entrar em operação
Encerra-se uma longa espera da população londrinense pelo sistema de pousos por instrumento, o ILS, com a decisão formal da Agência Nacional de Aviação Civil que aprova a infraestrutura aeroportuária e altera o cadastro do Aeroporto Governador José Richa para operação IFR Precisão Categoria I, incorporando ao aeródromo o Sistema de Luzes de Aproximação ALS-I sem flash na cabeceira 31. A medida consta no Despacho Decisório nº 347/2025/OBRAS/GTEA/GCOP/SIA, datado de 05 de dezembro de 2025, documento que decide pela aprovação da infraestrutura e pela consequente alteração cadastral relativa à implantação do ALS-I, marco regulatório que consolida o avanço mais aguardado pela aviação regional.
A decisão representa uma etapa institucional histórica para Londrina e região, pois formaliza que o aeroporto passa a estar autorizado, do ponto de vista de infraestrutura, a operar aproximações IFR de precisão Categoria I, alinhadas a padrões internacionais de segurança operacional e reduzindo a vulnerabilidade histórica do aeródromo em períodos de baixa visibilidade. A mudança ocorre após análise técnica consolidada pela Nota Técnica nº 452/2025, que concluiu de forma favorável quanto ao atendimento dos requisitos aplicáveis à infraestrutura exigida pela regulamentação vigente.
Com a aprovação da infraestrutura e a inclusão do ALS-I no cadastro do aeródromo, a operação IFR de precisão avança para um novo patamar. O que antes era motivo de cancelamentos recorrentes e alternâncias frequentes, sobretudo em episódios de nevoeiro na região norte do Paraná, torna-se agora uma perspectiva concreta de maior regularidade de voos, previsibilidade operacional e suporte ao desenvolvimento econômico regional impulsionado pela aviação regular e executiva.
Para a comunidade aeroportuária, operadores, empresas aéreas e passageiros, este é um marco que dialoga com décadas de reivindicações. A aviação comercial ganha um aliado técnico relevante, a carga aérea passa a operar com maior confiabilidade e o setor de negócios local movimenta-se diante de um aeroporto mais aderente às demandas contemporâneas do transporte aéreo.
A homologação da infraestrutura, somada aos processos complementares ainda em curso relativos à extensão final do ALS e à conclusão de etapas operacionais subsequentes, abre um novo capítulo para Londrina. A partir daqui, a pauta deixa de ser apenas expectativa e passa a desembarcar na realidade, com Londrina dando um passo definitivo para integrar-se ao grupo de aeroportos regionais preparados para operar aproximações de precisão.
Encerradas as etapas de análise documental e concluído o voo de homologação executado pelo GEIV, as informações preliminares indicam que o procedimento transcorreu dentro da normalidade e aguarda-se apenas a emissão do NOTAM pelo DECEA e a atualização da carta de aproximação ILS para a pista 31 incluindo os mínimos com e sem o sistema ALS, que permitirá às aeronaves a realização do procedimento de aproximação por instrumentos utilizando o ILS. Há expectativa de que, se todas as etapas fluírem conforme previsto, a liberação operacional possa ocorrer já em 10 de dezembro.
Importa ressaltar, de maneira técnica e transparente, que a implantação do ILS não elimina integralmente a possibilidade de fechamento do aeroporto em condições meteorológicas extremamente adversas, porém representa uma melhoria substancial na previsibilidade, regularidade e segurança operacional das operações de pouso em Londrina. O avanço decorre de um esforço integrado que envolve a concessionária Motiva, pela agilidade no cumprimento das exigências, e a Força Aérea Brasileira, pela execução das inspeções de voo, resultando em benefício direto à conectividade aérea e ao desenvolvimento regional.
segunda-feira, 1 de dezembro de 2025
Atualização dos Mínimos do ILS Z da Pista 31 em Londrina: Impactos Operacionais e Comparativo com o RNP AR
Publicado um novo NOTAM referente aos mínimos do procedimento ILS Z da pista 31. Segundo o NOTAM E6910/25 N, emitido em 30 de novembro de 2025 às 20h40 UTC, constam as seguintes informações:
Q) SBCW/QPICH/I/NBO/A/000/999/2320S05108W040
A interpretação operacional indica que, na publicação original da carta ILS Z para a pista 31, foram estabelecidos mínimos de 1.200 metros de visibilidade horizontal e uma altitude de decisão de 2.026 pés, representando um teto mínimo de 220 pés para que a aeronave, ao atingir o ponto mínimo, pudesse prosseguir com o pouso visual. Com a entrada em vigor do NOTAM, esses mínimos foram elevados para 1.300 metros de visibilidade horizontal e um teto mínimo de 250 pés, resultando em um acréscimo de 100 metros de visibilidade e 30 pés na altura mínima.
| Procedimento ILS Z RWY31. |
Na prática, essa elevação aproxima o procedimento ILS Z dos parâmetros atualmente aplicados no pouso com auxílio de satélites GNSS. O RNAV RNP AR da pista 31 estabelece mínimos de 1.600 metros de visibilidade horizontal e 350 pés de teto, correspondendo a uma diferença de 300 metros de visibilidade mínima e 100 pés de teto entre o procedimento disponível e o futuro procedimento ILS plenamente operacional.
| Procedimento RNP (AR) para a pista 31 |
Ainda não há informações sobre eventuais alterações adicionais, porém o cenário atual não é favorável. Os mínimos de visibilidade horizontal publicados não refletem a futura homologação do sistema de luzes de aproximação, o ALS, cuja entrada em operação é determinante para a redução dos mínimos e para a plena capacidade de aproximação de precisão CAT I.
sexta-feira, 28 de novembro de 2025
Dezembro se aproxima, mas o ILS de Londrina ainda não está pronto para operar
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| "Aperfeiçoamento do esquema ILS FAA para a realidade do aeroporto de Londrina" |
- Infraestrutura para o ILS, de 20 de julho a 22 de setembro. (executado)
- Montagem do ILS, de 12 de outubro a 8 de novembro. (executado)
- Testes em sítio, de 9 a 15 de novembro. (em andamento)
- Voos de homologação, de 16 a 22 de novembro.
- Inauguração oficial, prevista para 10 de dezembro de 2025.







