sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Aeroporto de Londrina registra queda de quase 10% na movimentação de passageiros em 2025


    O Aeroporto Governador José Richa, em Londrina, como previsto, encerrou 2025 com retração no número de passageiros, destoando do desempenho observado nos principais aeroportos do Paraná. O dado consta no balanço anual divulgado pela Agência Nacional de Aviação Civil, que consolida a movimentação doméstica nos terminais brasileiros.

    De acordo com a ANAC, ao longo de 2025 foram registrados 693.450 embarques e desembarques no terminal londrinense. Em 2024, o aeroporto havia contabilizado 768.801 passageiros. A comparação entre os períodos aponta redução de 9,8% no fluxo total de usuários.

    Entre as rotas com maior impacto negativo está a ligação entre Londrina e Guarulhos, que apresentou diminuição de 9.275 passageiros em relação ao ano anterior. Outro fator relevante foi a suspensão, em agosto de 2025, dos voos matinais da Azul Linhas Aéreas entre Londrina e Curitiba, resultando em queda de 5.711 passageiros nesse trecho específico.

    No segmento de voos sazonais, os dados indicam 1.077 partidas de Londrina para destinos do Nordeste ao longo do ano, sendo 502 passageiros com destino a Porto Seguro, na Bahia, e 575 para Recife, em Pernambuco. Já a rota para Maceió registrou, até dezembro de 2025, 1.168 passageiros embarcados. A concessionária informou taxa média de ocupação de 91% nesses voos, embora o desempenho tenha sido inferior ao registrado no período de férias de fim de ano entre 2024 e 2025, quando houve 2.189 embarques para o mesmo destino.

    Enquanto Londrina apresentou retração, outros aeroportos paranaenses registraram crescimento em 2025. Maringá liderou o avanço percentual, com aumento de 12,65%, seguida pelo Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu, com crescimento de 12,33%, e pelo Aeroporto Afonso Pena, em Curitiba, que registrou alta de 8,51% no número de passageiros.

    Em nota para a Rádio CBN Londrina, a concessionária Motiva afirmou que a queda no movimento em Londrina “reflete uma conjuntura de fatores, dentre eles, movimentações do mercado que têm imposto desafios ao setor da aviação nos últimos anos e exigido ajustes nas malhas”. A empresa acrescentou que o terminal manteve taxa média de ocupação superior a 85% ao longo de 2025 e que a demanda segue sendo o principal argumento para a ampliação da oferta de rotas pelas companhias aéreas.

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