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quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Utilidade Pública Aviso de Tempo Severo Defesa Civil

Este post é um pouco diferente do que o que estamos acostumado a publicar, mas vale a divulgação. Recentemente a Defesa Civil do Paraná começou a alertar os moradores sobre tempo severo via SMS. No próprio site da defesa civil é possível seguir as instruções de como cadastrar o alerta.


Assista o vídeo tutorial abaixo de como cadastrar o SMS.


Aqui um print de como o alerta é recebido:

segunda-feira, 6 de março de 2017

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Contribuição do Leitor: Luís Gustavo Rampazo - Casamento de Espanhol

Quem disse que não é possível fazer registros incríveis com mau tempo?! O nosso leitor e contribuidor Luís Gustavo Rampazo enfrentou as forças da natureza para conseguir belos registro do Boeing 737-800, matrícula PR-GUF, da GOL aproximando e pousando na pista molhada do Aeroporto de Londrina e escreveu um relato de como foi registrar esse momento:

“Casamento de espanhol”

Quando bate aquela “fissura” para fotografar e você percebe que está imerso em um Janeiro de índices pluviométricos amazônicos, talvez não seja má ideia sair da “zona de conforto” e fazer algumas apostas com a meteorologia. Ainda que aqui na região o mundo esteja desabando diariamente ao final da tarde com pontualidade digna de um britânico “chá das cinco”, vez ou outra o sol tem conseguido encontrar breves frestas por entre o bloqueio nebuloso de modo a nos direcionar alguns belos feixes de luz momentos antes de mergulhar no horizonte. E foi por fiscalizar algumas vezes por dia as condições meteorológicas que vislumbrei uma pequena chance naquela tarde.

Cheguei à pracinha do Tiro de Guerra por volta das 17:40h para tentar registrar os voos daquele fim de tarde. O vento vinha firme de Oeste-Noroeste, eu sabia que ele não iria mudar de direção e, por conta disso, eu também sabia que os pousos se dariam todos pela cabeceira 31. Diante daquele céu carregado, a minha aposta era que, caso o sol encontrasse alguma brecha durante o breve instante de algum pouso, estaria estabelecida então uma condição de luz muito boa. Desci pela avenida até pouco depois do campinho de futebol do Tiro de Guerra, avistei o ATR chegando, porém mantive os ânimos totalmente refreados: uma grande nuvem escura sombreava tudo em um raio de uns 500m à minha volta. E eu, que já estava com “aquela” condição de luz determinada na cabeça (o sol por detrás, assunto iluminado praticamente de frente, quantidade de luz suficiente para um diafragma não tão desesperadamente aberto e também para fugir de ruído em pós-processamento, bem como para proporcionar velocidade rápida no obturador a fim de “congelar” a ação, “highlights” quiçá em tons dourados, uma “barriga” iluminada durante o flare para gerar boa textura nos detalhes, sombras advindas de um contraste satisfatório para delinear contornos e volumes, etc.), apenas constatei que “não foi dessa vez” e assisti ao pouso sem nem ao menos descruzar os braços.

Até a próxima movimentação, não havia o que fazer a não ser esperar. Voltei para a pracinha e me pus a monitorar as nuvens, firme na torcida para que algum espaço surgisse entre elas e sincronizasse com o momento de algum pouso. A Oeste, a coisa toda até que parecia promissora, porém a Noroeste uma grande formação se avolumava e escurecia cada vez mais. Nesse meio tempo, inclusive pude ver um pequeno Cessna taxiar até a cabeceira 31, aguardar um longo tempo e abortar a decolagem por conta do vento absurdo que já entrava. E não demorou para que uma nuance “leitosa” começasse a se infiltrar em meio aos prédios do horizonte na direção daquela grande nuvem. A chegada dos primeiros pingos ali na pracinha levou apenas alguns minutos. Essa era a parte de minha aposta que eu até havia “previsto”, porém confesso que não queria muito enfrentar: a chuva. Minha bicicleta iria se molhar, mas tudo bem, eu só precisava cuidar de minha mochila. Fiquei um tempo ali atrás da cheirosa figueira-de-jardim, mas logo vi que precisaria de uma cobertura com menos espaços vazios para me proteger e a única opção era o teto do ponto de ônibus. Mas a chuva vinha de modo tão “horizontal” (caramba... que vento!) que eu precisei ficar de pé no banquinho do ponto para conseguir resguardar pelo menos do peito para cima. E foram mais alguns longos minutos assim. Paciência... Para minha surpresa, de repente escuto um barulho, olho por cima do ombro direito e vejo o topo e a cauda do E-Jet “Verão Azul” já finalizando o pouso. Mas... em meio àquela tormenta? Como assim?!? Ok, ok... os pingos de chuva não eram assim tããão grossos e pesados (já vi muito piores), mas aquele vento... uau... Bom, o que eu podia fazer era tão somente “aplaudir mentalmente” o piloto daquele voo. Sério. Parabéns.

Por sorte, depois de um tempo (e de tanto o vento soprar...), as coisas começaram a mudar novamente. A linha do horizonte Oeste-Noroeste começou a dar sinais de reaparecer em meio a uma claridade que aumentava gradativamente. O ventou deu uma leve amenizada e a chuva também enfraqueceu. Eu sabia que havia um A320 e outro B738 chegando ainda naquele final de tarde, porém era muito provável que eles sofressem alteração de horário, mas eu não conseguiria checar tais informações naquela situação. Quem apareceu, a Leste, foi o arco-íris. Duplo, por sinal. E contra o céu bem escuro que havia passado, um contraste bem interessante. Ou seja, olhando a partir da pracinha, era fato que o sol já começava a brilhar para os lados do pátio do aeroporto. Era só uma “garoa forte” que teimava em persistir. E eu rangendo os dentes (e xingando) para que ela fosse embora de maneira definitiva até que, em uma nova olhada para o Leste, lá vinham dois pontos de luz: um mais adiantado e outro mais atrás. Era o momento de decisão: ir ou ficar?

A garoa ainda era “real”. Aparentava de toda maneira que iria passar dali a... sei lá... menos de um minuto. Mas não passava! E eu não tenho daquelas caixas estanques (de mergulho) para proteger a câmera da água. Vai, não vai... Sair dali do ponto, pegar a escadinha junto à bicicleta, correr para o muro em meio ao barro... Já haveria luz suficiente?... Vai, não vai... 15, 20 segundos de hesitação... Fui... Rua, trânsito... 2, 3 carros, atravessa, grama, barro... Era o A320, já quase passando o muro do fim da pista. Procura lugar para colocar a escadinha, abre, trava, sobe os degraus com pé de barro, cuidado com o arame farpado, ficando de pé já com uma das mão a abrir a mochila... e... não deu tempo... Ele já pousava. Tocou a pista, ela ainda estava absoluta e completamente coberta de água e o trem de pouso frontal era tal como uma lancha veloz a rasgar a superfície de um rio caudaloso. Os dois véus laterais de água, simétricos em “V”, chegavam à altura das asas. Uma fração de segundo e o acionamento do reverso fez abrir aquelas quatro lindas “pétalas” em cada um dos motores CFM, o que jogou para cima uma quantidade de água ainda maior e mais assustadora por conta da turbulência gerada. Junto ao rugido ensurdecedor, aquela visão foi de amolecer as pernas. Meu queixo deve ter caído e minha mão ficou ali parada, sem ao menos abrir a mochila durante todo o pouso. Congelei... Bom, vale notar que este A320 não tinha sharklets. Mas tudo bem, pelo incrível show proporcionado pelo pouso eu até aceito dar um desconto por esse “pecado estético”.


A seguir, pisquei algumas vezes e me toquei que o B738 já vinha chegando (foto acima). E eu atrasado, sem nem tirar a câmera da mochila ainda. Uma garoazinha beeem leve teimava em cair, mas... ah... dane-se! Vira de costas, liga, tampa da lente, ajusta diafragma, ISO, dá uma enquadrada... caramba, já “tem” sol, mas ainda está um pouco escuro... sobe ISO, abre diafragma (droga!), foco no AI-SERVO, zoom, enquadra, prende a respiração, endurece e aperta os braços nas costelas, click-click-click-click-click!!!... click... click... maldito buffer curto!... zoom out… click... click... ufa, respira... Desliga, tampa da lente, mochila, escadinha, pracinha. Alguns picões a retirar das meias e dos tênis. Mais alguns minutos até que os carros formem um trilho um pouco seco no asfalto. Um gole d’água, mochila e escadinha nas costas. E pedal de volta para casa.




De noite, ao fuçar nas fotos no PC, vejo que a câmera “cravou” o foco em umas 3 ou 4 delas. Nas tantas outras ela deu uma “errada”. Arrisco dizer que foi por conta de uma certa ausência de contraste, devido à garoa, que atrapalhou a focagem. E penso em como seria se eu não tivesse hesitado aqueles 20 segundos, de modo a ter conseguido registrar o pouso do A320. Caramba... a quantidade de água levantada foi tão assustadora!... Mas a garoa que ainda caía... Será que eu teria conseguido cravar o foco? Não sei.  Pelo menos eu testemunhei com meus olhos. E só sei que, de agora em diante, eu perdi o “medinho da chuva” e vou ficar espertíssimo em toda vez que se formar alguma “cortina de tempestade passageira com o sol atrás”, tal como nesta oportunidade. Pena que eu sei que será algo raríssimo. Mas também sei que é imperdível.

=)


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NOTA - Casamento de espanhol: Antigo trocadilho "Sol e chuva, casamento de viúva. Chuva e sol, casamento de espanhol"

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Londrina e o Mau Tempo

Recentemente recebi um e-mail do leitor Alexandre de Oliveira, anexado um artigo científico feito por ele, sobre uma análise das condições climáticas do Aeroporto de Londrina. Como é de conhecimento geral, Londrina ainda não dispõe de um ILS, apenas de VOR, NDB e aproximações por RNAV para que as aeronaves possam chegar e sair do aeroporto por instrumentos.

Durante um período de dez anos, entre 2003 e 2013 foram analisados as mensagens de METAR e SPECI e foi constatado que em 89% do tempo as operações de pouso e decolagem eram feitos sob condições visuais, 7% com auxílios de instrumentos e em 4% do tempo, as condições eram abaixo dos mínimos.
Ocorrência de condições de visibilidade e teto abaixo dos mínimos entre 2003-2013

As características principais do aeroporto de Londrina mostradas pelo artigo são de fechamentos por condições meteorológicas principalmente nos meses de Janeiro, Junho e Outubro. Também foi destacado os principais horários do dia em que o aeroporto permaneceu fechado, que foi entre as 00:00 horas e 07:00 horas horário local.

O Alexandre também constatou que a maior causa de fechamento do aeroporto de Londrina foi a ocorrência conta de teto, abaixo dos mínimos para pouso. Já os fenômenos meteorológicos de tempo presente mais predominantes que levaram ao fechamento do aeroporto, foram são em ordem decrescente: Nevoeiro durante o outono e verão, seguido por Chuva, no período do verão e primavera.
Ocorrência dos tipos de tempo em situações abaixo dos mínimos
Com esses dados, é importante ressaltar que o ILS é imprescindível para um aeroporto com o porte e a movimentação de aeronaves como o aeroporto de Londrina tem. 4% do tempo pode não parecer muito, mas reflete de uma forma negativa para a cidade, tanto economicamente quanto na segurança operacional.

Outros estudos em andamento indicam também, que o problema com teto refletem també na hora de decolagem. Como o aeroporto de Londrina não está homologado para a decolagem sem teto requerido, os voos que partem pela manhã normalmente apresentam um atraso significativo, pois os mínimos para decolagem nesse caso são iguais aos de pouso.

Com a decolagem sem teto requerido, as aeronaves que chegam no dia anterior e pernoitam no aeroporto poderiam decolar na manhã seguinte, mesmo com um teto baixo. O que impede as aeronaves de fazerem isso - acredite se quiser - é a proximidade do muro que cerca o aeroporto com a pista! Por isso, a lentidão das desapropriações prejudica o aeroporto em dobro: o ILS não é instalado, melhorando as condições de pouso e o muro não é afastado, para que a decolagem sem teto requerido sejam autorizadas.
Com a decolagem "sem teto requerido" já resolveria bastante coisa
O que se vê no poder público é um empenho para mudar a situação, porém a lentidão desse processo de desapropriações - que se arrasta por anos - gera prejuízos tanto para a cidade, quanto para os passageiros e empresas que operam em Londrina.

Gostaria de deixar meus agradecimentos pela disposição em nos ajudar, com dados científicos e revisão do texto, o leitor Alexandre de Oliveira. Ter disponibilizado seu artigo científico, é de grande valia, transmitindo uma imagem concreta e racional das características climáticas do aeroporto de Londrina.

Para quem quiser ter acesso ao artigo completo, acesse clicando neste link.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Decolagens em Condições Adversas

SPECI da hora: SPECI SBLO 301510Z 06007KT 3500 -RA SCT003 BKN004 22/22 Q1015
Azul 4396 decolando da cabeceira 13
E-190, sendo impulsionado por dois motores da General Eletric

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Segundona no SBLO com Halos e Jet Streams

Olá queridos leitores do TMA Londrina, depois de muito tempo sem planespotting, eu voltei ao querido Sierra Bravo Lima Oscar, no dia 14 de Outubro, para registrar algumas aeronaves que compartilharei a seguir com vocês!

Para começar o dia registro a esquerda, por volta das 11 horas da manhã, novamente, o efeito Halo ao redor do sol e no final da noite, por volta das 21 horas da noite ao redor da lua
Aêw além de encher o tanque dá uma limpadinha ali no para-brisa que sujou... Boeing 737-700 PR-GOX
Boeing 737-79K PR-GOX quase pronto para o taxi no sentido da cabeceira 31
Já pronto para o taxi, o GOX cumpria o voo GLO1143 para Congonhas/SP
Logo após o GOX iniciar o taxi, o PT-ONO, um Beechcraft King Air F90 também se deslocou dos hangares para a decolagem na pista 31
Uma rápida visita do FAB2012, um C-97 da FAB
Os tripulantes desembarcaram e rapidamente embarcaram novamente para prosseguir o voo
Vindo de Campinas o AZU5128 chegou adiantado, quem veio representando o voo foi o PR-ATP, um ATR 72-600 com o "novo" logo da Azul Trip S/A, o "u" azul claro
Como de costume o ATR 72-600 PR-ATP AZU5128, taxiou até a remota 04 do pátio
O ATR 72-600 é equipado com motores PW127M dotados de 6 blades de alta tração e baixo arrasto
O ATP é batizado como "Uma vez Azul, sempre Azul e ostenta a faixa com a cor lilás
O leme foi virado com a força do vento que soprava levemente no sentido da RWY31
Após mais de 1 hora de atraso o GLO1218 Boeing 737-800 PR-GGF pousou em solo Londrinense para alivio de alguns passageiros que lotavam o aeroporto de Londrina
Boeings 737-800 PR-GGF e PR-VBD, cores das carenagem do motor nova e a antiga, qual você prefere?
Após o atraso o desembarque e embarque para Curitiba foi rápido, decolado pela RWY31
E o Corisco Turbo do Aeroclube de Londrina, prossegue para mais um voo de instrução, atrás do Boeing 737-800 PR-VBD da GOL, cuspindo calor pelo escape do APU
Duas das quatro saídas de emergência sobre as asas
O VBD estava sujo, em minha opinião deu mais charme à aeronave
Já pronto para o taxi, o VBD acelera seus motores CFM56-7B até o ponto de espera da RWY31
E ele decolou leve, atingindo a VRotate antes das demais acfts, é possível ver o pequeno Boero AB-115 do Aeroclube de Londrina no canto direito superior, é ali que o sonho de muitos começam a tornar-se realidade para a tão sonhada carreira de Linha Aérea
A reforma da Sanepar na tubulação ainda continua e graças aos tubos velhos, podemos registrar alguns pousos e decolagens da RWY31 de perto
Uma panorâmica de 360º mostrando a face sul do muro do aeroporto, uma ótima área para o spotting e bem movimentada
King Air C90GTi no ponto de espera da RWY31, é o PP-LMM aguardando o Coriscão fazer mais um TGL
Quase tocando a pista, um pouso liso diga-se de passagem e atrás o C90 autorizado alinhar e manter na pista 31
Um Hawker Beechcraft 400A barulhento que só ele
Atenção galera quando forem praticar planespotting na RWY31, aos arames farpados que estão extremamente enferrujados, confiram suas carteirinhas de anti-tétano antes de se arriscarem
  • Vídeo: Pouso do TAM JJ3331 PR-MHK:



  • Vídeo: Decolagem do PR-MHK, agora pela RWY13 devido ao vento calma, porém ainda predominante na RWY31:



E assim o sol se pôs refratando um "arco-iris" dento de nuvens altas
E assim encerramos a tarde, com essa bela visão, as nuvens altas deram shows a parte, provocando Halos e rabos de galo, imagina o vento ali naquela corrente de jato subtropical?

É isso ai pessoal, espero que gostem das fotos, grande abraços irmãos de asa!

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

IC-95B Bandeirante do GEIV passa por Londrina

Em meio ao temporal desta última semana, o IC-95B do Grupamento Especial de Inspeção em Voo (GEIV) pousou em Londrina. A aeronave aproximou pela 31 com as condições meteorológicas bem deterioradas. O GEIV é responsável pela inspeção e a confecção das cartas de aproximação por instrumentos tais como VOR, NDB, DME e as mais modernas, RNAV fica por conta do DECEA. 

Aqui em Londrina, as saídas em RNAV tanto pelas pistas 13 quanto pela 31 já estão em vigor e, com a efetiva entrada de operação do Radar de Navegação Aérea, novas aproximações, muito mais eficientes e precisas de RNAV tanto pela cabeceira 13 quanto pela 31 estarão operacionais.

No momento da decolagem, a cabeceira em uso mudou e o IC-95B teve de taxiar da 31 até a 13