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sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Contribuição do Leitor: Victor Rocha - HM-1 Pantera (AS-565 Panther) do Exército Brasileiro

Nosso amigo e parceiro de plane spotting, Victor Rocha, registrou de pertinho a passagem do Eurocopter AS-565 Panther, ou HM-1 Pantera do Exército Brasileiro, no solo do aeroporto de Londrina.
"HM-1 Pantera do Exército Brasileiro, registro EB-2013, na posição 07A do pátio principal"
O Pantera é uma aeronave multifunção, no Brasil, usado pelo Exército Brasileiro, é considerado um helicóptero de manobras e sua principal função é o transporte de militares, porém o modelo permite que seja instalada uma metralhadora com munição calibre 12,7 mm no lado esquerdo, já que o EB não utiliza o canhão GIAT M621 de 20mm, comumente utilizado por exércitos de outras nações.

"Detalhes do nariz e seção frontal do HM-1 Pantera do EB"
O HM-1 é a versão militar da aeronave civil AS-365 Dauphin-2 e possui duas versões, uma para o exército e outra para a marinha. A versão naval da aeronave chama-se MA/SA e possui todo um aparato voltada para fins de defesa aeronaval e mísseis anti-navio de longo alcance. A aeronave possui vários componentes fabricados em fibra de carbono e plásticos compostos de grande resistência e durabilidade, além de suas pás do rotor principal poderem ser dobradas e removidas com facilidade.

"O HM-1 Pantera é uma aeronave de transporte de militares multifunção"
A versão não-modernizada do Pantera, o modelo AS-365-K / HM-1 possui as seguinte ficha técnica:

  • Comprimento: 11,6 m;
  • Envergadura: 11,9 m;
  • Altura: 3,9 m;
  • Motores: 2 x motores TURBOMECA/SAFRAN Arriel 1M1;
  • Potência total: 1.566 HP/CV;
  • Peso vazio: 2.255 kg;
  • Peso máximo/descolagem: 4.250 kg;
  • Numero de suportes p/ armas: 0;
  • Capacidade de carga/armamento: 1.600 kg;
  • Tripulação : 2;
  • Passageiros: 8 a 10;
  • Velocidade Máxima: 277 km/h (150 nós);
  • De cruzeiro: 230 km/h (125 nós);
  • Autonomia standard /carregado : 650 km (350 nm);
  • Autonomia máxima / leve: 875 km (470 nm).
"HM-1 Pantera do Exército Brasileiro no pátio de Londrina"
A versão modernizada do Pantera, modelo AS-365-K2 / HM-1 Super Pantera, possui as seguintes diferenças:

  • Novo motor: Arriel 2C2CG com 40% a mais de potência;
  • Glass Cockpit com piloto automático de quatro eixos; 
  • Novos radares meteorológicos e altímetros;
  • Rádios de navegação e comunicação modernizados;
  • Novo rotor de cauda;
  • Velocidade  máxima de 227,5 km/h (150 nós) aumentada para 323,75 km/h (175 nós).
"HM-1 e os homens do Exército Brasileiro, EB-2014 (Guerreiro 14) - 2º BAvEx - Aviação do Exército"

Fontes:


  • Defesanet - "Exército começa testes em novos helicópteros Pantera" <http://www.defesanet.com.br/terrestre/noticia/15045/Exercito-comeca-testes-em-novos-helicopteros-Pantera/>. Acesso em 17 out. 2017;
  • Brasil Em Defesa - "HM-1 Pantera (AS-565 Panther" <http://www.brasilemdefesa.com/2013/05/hm-1-pantera-as-565-panther.html>. Acesso em 17 out. 2017.

sábado, 29 de julho de 2017

Eurocopter/Helibras EC725 HM-4 Caracal do Exército Brasileiro

O Eurocopter EC725 de fabricação brasileira pela Helibras, batizado de Caracal. Esse modelo exclusivo do Exército Brasileiro é o HM-4 Jaguar EC-725BR da frota de Aviação do Exército (AvEx).

"Eurocopter/Helibras EC725 HM-4 Jaguar, na curta final da RWY13"
O HM-4 Jaguar representa uma parceria e transferência de tecnologia entre a Helibras e Airbus Helicopters (Eurocopter) e sua montagem foi iniciada para que as aeronaves servissem de apoio para a Copa do Mundo de 2013.


"Eurocopter/Helibras EC725 HM-4 Jaguar, registro EB-5003, taxiando para o estacionamento"
O Jaguar que passou por Londrina é a nona unidade de cinquenta outras do Exército Brasileiro, sob registro EB-5003 e indicativo de chamada 'Brasileiro 03'. Segundo o site Defesa Aérea e Naval (2013), "esse é o primeiro EC725 a receber instalações desenvolvidas na indústria brasileira, marcando o terceiro passo do processo de transferência de tecnologia entre Eurocopter e Helibras, tendo recebido no país o desenvolvimento e a instalação do pacote de missão e flight line".

"HM-4 Jaguar estacionado no pátio"
As dimensões desse modelo são interessantes, ele possui 19,5 metros de comprimento, 3,95 metros de largura, 4,97 metros de altura e um diâmetro do rotor principal de 16,20 metros. O tipo de combustível utilizado é o Querosene de Aviação (QAV), possui 5 pás no rotor principal e pode transportar 27 membros de uma tropa com equipamento e sem tanque auxiliar. O peso vazio do modelo é de 5,3 toneladas, a capacidade de carga do modelo é de 5,7 toneladas e seu peso máximo de decolagem com carga externa é de 11,2 toneladas. Sem tanque auxiliar de combustível o HM-4 Caracal pode voar por 03 horas e 30 minutos e com tanque auxiliar sua autonomia expande para 6 horas e 30 minutos tendo um alcance de 857 quilômetros voando em sua velocidade de cruzeiro de 262 km/h podendo atingir 324 km/h como velocidade máxima. 

"HM-4 Jaguar, 'Brasileiro 03', levantando poeira do solo momentos antes de iniciar o taxi"
Segundo o site Desefanet (2015) "O HM-4 está apto para cumprir todas as missões de transporte logístico, exfiltração e infiltração aéreas de tropa em área de difícil acesso para aeronaves de asa fixa. Pode, também, cumprir missões de busca e resgate; operações especiais; evacuação aeromédica; missões cívico- sociais, de integração nacional, de misericórdia e humanitárias".

VÍDEO EXTRA:

"Decolagem do EC725, EB-5003, de Londrina"

Fontes:
Defesa Aérea & Naval;
Defesanet.

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

História: Treinamento Militar em Londrina!

O que foi pouco noticiado na época - e por este motivo fica difícil de encontrar maiores detalhes - foi um treinamento militar realizado na região Norte do Paraná e Sudoeste de São Paulo. Nos mesmos moldes da atual Cruzex, que atualmente é realizada em Natal-RN, no dia 30 de maio de 1998 Londrina foi selecionada para sediar a maior operação de treinamento militar daquele ano. Três cidades foram selecionadas, se tornando países hipotéticos, chamados de pais VERDE, VERMELHO e AZUL, sendo Londrina a sede desta última cor.
Os caças F-5 postos lado a lado no pátio do Aeroporto de Londrina
O exercício não só contou com a Força Aérea Brasileira mas também com a presença do Exército Brasileiro, deslocando tropas terrestres, afim de fazer a segurança de prédios e pontos estratégicos sobre a cidade. Cada país tentaria invadir o outro, realizando incursões estratégicas com a finalidade de obter maior chance de sucesso na missão. Em Londrina ficaram os algumas aeronaves de bombardeio e em frente deles eram posicionados os F-5.
O país Azul podia ser identificado na cauda do Caça
Segundo relato do Controlador de Tráfego Aéreo em Londrina, Carlos Alberto, que estava presente nos dias do treinamento foi feito uma investida no país Azul. "Na época o país inimigo pegou de surpresa o país Azul. Um caça passou sobre a pista no sentido 31 para 13 e fugiu em direção a Campo Grande. Na hora decolaram os caças de Londrina, que haviam sido pegos de surpresa, só conseguindo alcança-lo já em Campo Grande." relatou.
Possível rota de incursão, outra rota, sobre a estrada do limoeiro também pode ter sido feita
Na época, os militares trouxeram um radar portátil que foi instalado próximo da seção contra incêndio, mas como o caça que investiu sobre o país Azul voava mais baixo, sua assinatura não apareceu na tela do radar, sendo vista apenas quando a aeronave subiu na altura próxima do VOR para atacar a base, tornando impossível qualquer contra medida. 
Aeronave iniciando os motores para decolar em missão de patrulhamento
Agradecimentos: Primeiramente, temos a enorme gratidão pela contribuição do leitor Rodolfo Ricieri pelo excelente conteúdo fotográfico cedido ao Blog TMA Londrina, mantendo a história do aeroporto viva. Gostaríamos de agradecer também ao leitor e amigo Roberto Alexandre e ao Controlador de Tráfego Aéreo Carlos Alberto pelos relatos, tornando a postagem mais rica em detalhes.

Claro, fica aquele gostinho de "quero mais", quem sabe algum dia Londrina não volte a receber esses treinamentos. Seria um evento e tanto para quem gosta de acompanhar a aviação!