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sexta-feira, 8 de julho de 2016

Novos Procedimentos de Aproximação por Instrumentos em Londrina

Enquanto o ILS não sai, Londrina contará com um novo tipo de aproximação por instrumentos, o RNP.

O RNP vem do inglês "Required Navigation Performance" que em tradução literária significa Navegação por Performance Requerida. Basicamente significa que uma aeronave, equipada com instrumentos e tripulação ambos homologados, é capaz de voar entre dois pontos definidos tridimensionalmente no espaço aéreo. Falando de uma forma mais simplista, seria como se houvessem "retângulos" guiando a aeronave até a trajetória de pouso.
Disponível em: AISWEB

Atualmente o sistema em operação de maior precisão em Londrina é o RNAV oferece um teto mínimo para o Aeroporto de 700 pés acima da pista no sentido de pouso para a cabeceira 13 e 400 pés acima da pista quando vindo pela cabeceira 31. Em comparação com os sistemas tradicionais de aproximação, como o VOR e até o RNAV, o RNP apresenta inúmeras vantagens.

A primeira delas é em relação aos mínimos de pouso que passará a ser de 300 pés para a cabeceira 13. Outro ponto positivo, que a num primeiro momento não parece ser tão significante, é a possibilidade das aeronaves realizarem a aproximação em curva, o que nos traz a outro ponto muito importante na aviação, a redução da trajetória de voo e por seguinte a redução no gasto de combustível.

Outra vantagem que o RNP apresenta, até se for comparado com o ILS é que ele não necessita de nenhum equipamento instalado no solo, ou seja, não há custos em manutenção, já que ele utiliza sinais de GNSS. Somando esse novo tipo de aproximação, com a autorização de decolagem sem teto requerido e a verba liberada para as desapropriações, o Aeroporto de Londrina caminha para um cenário com menos problemas de cancelamentos devido ao mau tempo e quem sai ganhando é o usuário do terminal.
O procedimento está previsto para entrar em vigor em Agosto

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Viagem de Airbus A320

Bom galera, esse post é pra quem gosta de Airbus! Recentemente fiz uma viagem para Curitiba e tive a oportunidade de viajar em um Airbus A320, tanto na ida como na volta. Aproveitei o momento que a aeronave estava em solo e solicitei ao comandante uma visita na cabine, afim de fazer alguns registros da aeronave.
Painel do lado do Comandante
Para quem não sabe, o Airbus A320 faz parte de uma família de aeronaves mais vendidas no mundo, tornando-a junto com a Boeing e a Embraer as três maiores empresas no ramo da aviação comercial. O primeiro voo do protótipo de um A320 foi realizado no dia 22 de fevereiro de 1987, sendo a primeira aeronave subsônica a contar com um sistema chamado Fly By Wire, que dispensa o uso de um sistema hidráulico para a transmissão dos comandos, sendo feito por cabos elétricos.
Aeronave inteiramente Glass Cockpit
Ao dar o input, a aeronave transfere o comando recebido pelo piloto para os computadores que, após serem processados, são transferidos para as superfícies de comando. Algumas das vantagens deste sistema é a diminuição do peso da aeronave e uma pilotagem relativamente mais suave do que comparada aos sistemas "convencionais".
Overhead Panel, onde os pilotos operam os sistemas da aeronave
Outra curiosidade é que a aeronave tem um sistema de proteção contra o estol. Em condições normais de voo, a própria aeronave recupera sozinha caso o piloto entre inadvertidamente na perda. Também podemos citar outras proteções de voo, que não deixa a aeronave entrar em atitudes ("inclinação") indesejada. Todos os comandos são realizados em um side stick, o que torna a pilotagem relativamente mais confortável do que as tradicionais colunas de manche.

Bom, não querendo me aprofundar tanto, trazendo apenas algumas curiosidades desta aeronave, gostaria de agradecer a tripulação do voo por ter deixado realizar estes registros. Fica aqui como objetivo de quem vos escreve, buscar curiosidades e imagens de dentro do cockpit das aeronaves: Boeing 737, ATR 72-600 e dos Embraer E-Jets! Deixo agora algumas imagens feitas durante o voo.

Decolagem de Londrina, ao meio de chuvas isoladas
Serra do mar, durante a aproximação da pista 33 do Afonso Pena
Cruzando a pista 11, taxiando em direção a 15 para decolar rumo a Londrina
Chegando em Londrina, com vista para a Gleba Palhano